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GP de Abu Dhabi – Estatísticas

Red Bull: final de temporada perfeito

Red Bull: final de temporada perfeito

A temporada acabou, então nada mais apropriado do que fazer uma atualização dos números da categoria. Com qual piloto a carreira de Lewis Hamilton coincide? Quantos pilotos japoneses já marcaram pontos na Fórmula 1? E quais outros Grandes Prêmios não foram realizados sob o nome de seu país?
Leia mais e descubra…

GP de Abu Dhabi – mais um ‘palco’ para o ‘show’ (prévia)

Amanhã finalmente começa a ação na mais nova pista do calendário da Fórmula 1, o impressionante circuito de Yas Marina. Keith Collantine publicou em seu blog novas fotos da pista, e não foi surpresa ver que a maioria delas retratam o magnífico hotel no meio do autódromo ou as arquibancadas, enquanto poucas (se algumas) mostram novos ângulos do traçado.

Queremos ver o traçado ou um hotel que muda de cor?

Queremos ver um bom traçado ou um hotel que muda de cor?

A pista é, de fato, uma obra prima da engenharia e arquitetura. A ALDAR Properties, construtora líder nos Emirados Árabes Unidos, anunciou investimentos de mais de 72 bilhões de dolares nos próximos anos na ilha, visíveis na magnitude da estrutura, mas o layout da pista, o que realmente interessa, ainda é um típico Tilkedromo: chicane, reta pequena, hairpin, reta absurdamente longa, hairpin, reta absurdamente longa de novo, curvas quadradas, etc…

Porém, de todas as pistas do arquiteto alemão, esta parece que não será a pior, graças às “perfumarias” inéditas na categoria, como o hotel mega-luxuoso da foto que ilustra este post, ou a noite que cairá durante a corrida – pode não ser nada lógico do ponto de vista ambientalista, mas que será um espetáculo a parte, será!

Mas eu, infelizmente, não espero mais nada de Yas Marina além de ser mais um “palco” para o “show” da Fórmula 1 sedenta por entretenimento de massa. Espero que eu esteja errado…

Sendo uma pista nova, fica difícil prever um favorito, restando a nós basearmos nossos achismos em cima das performances relativas que presenciamos em pistas parecidas, mas o consenso geral é de que a McLaren (leia-se Lewis Hamilton) é franca favorita à vitória, com a Red Bull, Brawn e Ferrari (leia-se Kimi Räikkönen) disputando as outras posições mais altas.

Preste atenção durante a corrida em:

Red Bull: o time de Milton Keynes vem de duas vitórias seguidas, mas, apesar de serem configurações de pista totalmente diferentes, o RB5 deve vir forte também para Yas Marina – o quarto lugar de Vettel em Cingapura mostra que o carro também pode ser competitivo em pistas de curvas fechadas.

McLaren x Ferrari: dois gigantes do esporte relegados a disputar a terceira posição nos construtores. A equipe inglesa tem tudo para vencer os italianos nessa disputa: um carro mais desenvolvido, um ponto de vantagem na tabela e dois pilotos familiarizados com o carro.

O engraçado desta disputa é que a Ferrari já desistiu do campeonato faz tempo – o F60 foi abandonado em meados de julho, enquanto o MP4/24 foi desenvolvido até o final de setembro. Como se não bastasse, os rossos têm apenas um piloto (que vem fazendo um trabalho soberbo) desde o acidente de Massa na Hungria.

Agora imagine que este handicap para a Ferrari não existisse: com certeza os prateados só veriam a Ferrari quando eles parassem nos boxes, e provavelmente com o terceiro lugar garantido mesmo antes de Abu Dhabi.

Hamilton x Räikkönen: nem Button, nem Barrichello, nem Vettel e nem Webber. Os melhores deste ano foram, sem dúvidas, Hamilton e Räikkönen. Os dois mostraram diversas vezes do que verdadeiros campeões são feitos, mesmo com carros muito aquém de seus talentos. Carros estes que hoje nos possibilitam vê-los batalhando apenas pelo quinto lugar no campeonato. O inglês é favorito, tendo o finlandês de marcar dois pontos a mais que Hamilton para garantir esta posição à frente, que provavelmente garantirá também o terceiro lugar nos construtores de suas equipes.

Barrichello x Vettel: mesmo que o jovem alemão diga que “o segundo é o primeiro perdedor”, duvido que ele gostaria de perder esta para Barrichello. Com Button campeão, o time se volta inteiramente para selar um ano perfeito com Barrichello em segundo lugar, mas a visível decadência do BPG 001 pode atrapalhar os planos da equipe.

Os pilotos em alta no mercado

Keith Collantine começou em seu site um interessante debate sobre a “Silly Season”. Como todos sabem, o mercado de pilotos para o ano que vem está movimentadíssimo. Com quatro novas equipes (podendo até ser cinco, dependendo da situação da Renault) e as já existentes planejando trocas maciças em seus times, muitos assentos estarão vagos, e o que não faltam são interessados no trabalho. Muita especulação já estava sendo feita antes do acidente de Massa, e após o GP da Hungria as especulações dobraram em número, não faltando assunto para as férias da F1.

Quem pilotará para a Ferrari? Para onde vão os pilotos da BMW? Qual será a dupla de pilotos das novas equipes? E com o banimento dos testes, teremos “sangue novo” na Fórmula 1? Vamos analisar os casos, equipe por equipe.

Felipe? Kimi? Fernando? Michael? Robert? Quem pilotará para esta equipe em 2010?

Felipe? Kimi? Fernando? Michael? Robert? Quem pilotará para esta equipe em 2010?

Ferrari: nunca nos últimos anos nós vimos tantos pilotos interessados em sentar num dos carros escarlates, e é a decisão da equipe de Maranello que vai definir como todas as peças se encaixarão ano que vem. Até o GP da Hungria, a vaga de Kimi Räikkönen parecia muito ameaçada pela especulação de que Fernando Alonso assumiria seu lugar em 2010. Com o acidente do brasileiro, as coisas ficaram loucas para os lados da primeira garagem dos boxes…

Schumacher ameaçou voltar, o que não se contretizou. Não obstante, seu desejo de voltar a correr persiste. Luca di Montezemolo disse que lutaria para colocar três Ferraris no grid ano que vem, sendo um dos carros para Michael. E quem pilotaria os outros dois? Um deles está reservado para Felipe Massa, e o outro seria para Kimi Räikkönen ou quem quer que entre no lugar dele. Se analisarmos a situação, é mais provavel que Kimi pilote para a Ferrari ano que vem do que Schumacher ou Felipe. Os conspiradores dizem algo de incomum há nos exames de Felipe e que talvez ele não volte a correr tão cedo, o que eu não acredito, mas também não sabemos se Michael estará curado das dores no pescoço. Se a Ferrari conseguir alinhar três carros, é mais provavel que veremos Felipe, Kimi e Fernando nos cockpits.

O problema para o lado de Alonso é o escândalo que está se montando em torno da Renault. Muitos apontam o dedo para Briatore e Nelsinho, esquecendo que Alonso também estará envolvido até o pescoço no Conselho Mundial da FIA neste processo. Irá a Ferrari desejar um piloto envolvido em dois escândalos em dois anos? Mesmo que Alonso seja inocente, a situação é complicada, e nessa história quem aparece com mais força para o terceiro carro é Robert Kubica.

O polonês é o segundo na lista de especulações para substituir o substituto do substituto no GP da Itália, atrás de Fisichella. Do lado do italiano, estão as imensas dívidas que a Force India tem com a Ferrari, o que poderia levar Mallya e “emprestar” seu funcionario em troca de um desconto na dívida. Do lado do polonês, está o fato de ele não ter equipe para 2010. Se Kubica substituir Badoer, é bem provável que ele fique na equipe para pilotar o terceiro carro ou mesmo tirar um ano como piloto de testes, considerando que Badoer deixará seu cargo ao final do ano que Marc Gené tem grandes probabilidades de pilotar para a Campos Meta. Kubica poderia, então, tomar o lugar de Kimi em 2011, caso a equipe não renove com o finlandês, o que obviamente dependerá de como o Camepão Mundial de 2007 irá correr em 2010.

Caso a possibilidade dos três carros não seja concretize, espere para ver Massa e Kimi por mais um ano na Ferrari.

McLaren: também após o GP da Hungria, ficou claro que a dupla da equipe de Woking não permaneceria a mesma. Desde que entrou na Fórmula 1, o finlandês Heikki Kovalainen não fez jus às espectativas que se montaram ao seu redor. Mesmo pilotando o foguete que era o MP4/23, Heikki terminou o campeonato apenas na sétima posição, com quase metade dos pontos de Lewis Hamilton. Era óbvia a intenção de Ron Dennis de ter um escudeiro para Lewis, mas foi por conta de performances mediocres por parte de Heikki que a McLaren perdeu o mundial de construtores ano passado. Martin Whitmarsh já disse que Kovalainen tem que melhorar sua performance se quiser permanecer no time, mas parece cada vez mais difícil.

Norbert Haug faz pressão há anos para que a McLaren tenha um piloto alemão em um de seus carros, e já é sabido que Nico Rosberg é quem tem as melhores chances, e nem o piloto nega que está interessado em um dos carros prateados, mas a Williams já disse que quer manter o filho do Keke. Correndo por trás, estão Sutil e o futuro desempregado Nick Heidfeld.

Renault: com o suposto escândalo do GP de Cingapura, o futuro da equipe está mais incerto do que já era, podendo ser usado por Carlos Ghosn como pretexto para acabar com a Renault F1 Team, pois além dos altos custos, a equipe não está andando na frente e a imagem negativa de “trapaceira” será terrivel para a montadora francesa, que já está sofrendo de quedas nas vendas.

Se a equipe permanecer na categoria, sua dupla de pilotos dependerá exclusivamente da dupla de pilotos da Ferrari. Será muito dificil a equpe manter Alonso nos seus carros, mas o espanhol não tem mais para onde ir se não para Maranello. Caso fique na Renault e se meu “achismo” de Kubica na Ferrari esteja completamente errado, é bem provável que ele vá para a Renault, seja ao lado de Alonso ou Grosjean. Resta saber se o polonês quer correr pela montadora francesa, considerando que ele já fez parte do programa de jovens talentos da equipe, mas acabou não passando na malha-fina (que ironia…).

Williams: a equipe de Grove terá dois novos pilotos em 2010. Pelo menos é o que tudo indica. A ida de Nico Rosberg para a McLaren é quase certa e com o fim do contrato de fornecimento de motores entre a equipe e a Toyota, é quase impossível que Kazuki Nakajima se mantenha no time. Nico Hülkenberg é nome quase certo, sendo apontado por Sam Michael como concorrente à vaga. O alemão é piloto de testes da equipe, tem como empresário Willi Weber (o mesmo de Michael Schumacher) é o atual lider na GP2, podendo conquistar o título já na próxima corrida. Para a outra vaga, são candidatos os experientes Nick Heidfeld (que já correu pela equipe) e Heikki Kovalainen.

Red Bull: o time de Milton Keynes já anunciou que irá manter sua dupla até o final de 2010. Vettel estará no time até 2011 e tem opção de extensão de contrato para 2012.

Toro Rosso: é esperado que a equipe irá manter seus dois novatos, Sebastien Buemi e Jaime Alguersuari. Devido ao programa de jovens talentos da Red Bull, eles não encontrarão ninguém mais experiente mesmo…

Brawn GP: Ross Brawn já disse que está feliz com sua dupla de pilotos e não vê motivos para trocá-los. Com patrocinadores assegurados, a equipe não precisará mais de pilotos pagantes pelos próximos anos, o que é um balde de água fria para quem quer ver Bruno Senna na equipe.

Toyota: Outra “fujona”, assim com a Renault. A Toyota tinha como meta este ano a primeira vitória, e a falha em cumprir este objetivo pode ser traduzida como encerramento das atividades. Confirmando sua presença no mundial do ano que vem, dificilmente a equipe manterá Jarno Trulli. Timo Glock expressou um desejo de permanecer no time, o que deve acontecer, porém seu companheiro não deverá estar à altura – com esta indecisão sobre a participação do time, fica dificil atrair um piloto de ponta, o que lhes forçaria a buscar uma solução caseira: Kamui Kobayashi ou Kazuki Nakajima.

Force India: os rumores de que Fisichella irá para Ferrari, trabalhando como piloto de testes, estão muito fortes. O piloto pode ir para a equipe rossa como pagamento de dívidas, e a solução caseira seria o piloto de testes Vitantonio Luizzi. Tudo vai depender de como a equipe vai manter o italiano veterano…

USF1: Nenhum outro time na Fórmula 1 tem tantos nomes na lista, exceto a Ferrari. A equipe que queria uma dupla de yankees parece ter acordado do sonho americano, e falam abertamente sobre um piloto europeu (e experiente). Não faltam candidatos para nenhuma vaga. Alexander Wurz e Anthony Davidson são bons candidatos para o papel de europeu experiente, enqunato Ryan Hunter-Reay, Alexander Rossi e Jonathan Summerton são os jovens americanos mais cotados para uma vaga.

Campos Meta: A equipe de Adrian Campos segue o mesmo modismo nacionalista de Ken Anderson e Peter Winsdor, querendo pilotos espanhóis em seus carros. Mas a diferença entre a equipe dele e a USF1 é que eles têm pilotos experientes para escolher. Pedro de la Rosa tem as melhores chances, seguido por Marc Gené. O segundo pode ser preterido por algum novato da GP2 com bastante dinheiro, como Vitaly Petrov. Bruno Senna teria chances? Talvez, pois dinheiro ele tem, mas um de seus patrocinadores pessoais, a Embratel, iria querer colocar seu piloto na equipe patrocinada pela Telefonica?

Manor Grand Prix: esta equipe é a grande incognita para o ano que vem. Sinceramente, não sei nem se estarão no grid em 2010, muito menos quem serão seus pilotos. Lucas di Grassi, Bruno Senna, Vitaly Petrov, Takuma Sato, Giorgio Pantano, e por que não, Nelson Ângelo Piquet? Ouvi uma teoria que faz sentido, onde os Piquets teriam aberto a boca sobre o GP de Cingapura com a garantia de que Piquet teria uma vaga na Manor, afinal, alguém tem dúvida que a Manor é mais um peão do Mosley e do Donelly?

E você, o que acha? Onde vão estar os pilotos em 2010? A seção de comentários é sua para opinar.

GP da Bélgica – Classificação: A volta dos veteranos

Pole de Giancarlo: um feito que ficará gravado na história

Pole de Giancarlo: um feito que ficará gravado na história

A pista de Spa-Francorchamps, além de ler linda e mística, destaca-se por nos proporcionar com emoções verdadeiras e surpresas, justamente o que não acontece nos Tilkedromos e outras pistas de autorama no calendário da F1. Toyota, que impressionou no início do ano, mas depois entrou num declive de performance vertiginoso e a BMW, a vergonha do ano no grid, andaram num ritmo forte o tempo todo, e as gigantes de um tempo atrás, Red Bull, McLaren, Brawn e Ferrari deixaram a desejar. A McLaren, que amedrontou os interessados na terceira posição do campeonato de construtores, andou apagada. Ninguém esperava muito, pois teoricamente o MP4/24 não se adapta às curvas rápidas do circuito belga. A Red Bull, maior favorita, considerada como o benchmark da prova, andou como andava ano passado – bem meia-boca e quando passava do Q2 era para pegar as últimas posições do Q3. A Ferrari até que fez o que pode correndo apenas com Kimi Räikkönen, mas se esperava mais do homem que quase venceu quatro vezes seguidas. Tá, tinha o Badoer, mas esse devia estar correndo de Fórmula 2…

Button está sentindo mais pressão do que o Hamilton em 2007. Está andando mal, muito mal para quem ganhou 6 das 7 primeiras corridas. Parece que ele esqueceu sua precisão e regularidade cirúrgicas, marcas do início da temporada, num hotel em Istambul. Está se classificando muito mal e começa a perder a cabeça com provocações da mídia sensacionalista inglesa. 14º é um resultado pífio, inaceitável eu diria, para quem quer ganhar o título mundial. Usando suas palavras Button, “why the fuck are you there?”

Mas ah, Spa-Francorchamps é mesmo uma maravilha, não é? Onde mais você esperaria uma Force India na pole position, ainda mais com pista seca? Não importa se ele está apenas com o vapor do combustível no tanque, o que Fisichella fez hoje entrará para a história, assim como a pole e vitória de Vettel com uma STR em Monza ano passado. Depois dessa, alguma dúvida que ele irá substituir Massa na Ferrari?

E nas quatro primeiras posições temos os mais “aposentados” do grid. Fisichella em primeiro, Trulli em segundo, Heidfeld em terceiro e Rubens em quarto. Uma média de idade de 35 anos entre os quatro primeiros. Está cada vez mais claro que os veteranos ainda têm muito o quê mostrar.

A BMW parece até outra equipe, com Heidfeld em terceiro e Kubica em quinto, mas ainda há de se ver se irão converter o ritmo de treino em ritmo de corrida.

Ruim para Rosberg, que vai largar em 10º sem poder alterar a carga de combustível. Talvez não o veremos na quinta ou quarta posição ao final da corrida, como de costume.

Péssimo para Vettel, Webber e Button. Os dois primeiros estão cada vez mais longe do título. Na pista que era para favorecê-los, eles vão mal. Será que tem algo haver com o “bico fino” reimplantado no carro? Button precisava ser agressivo, mas o que conseguiu foi sua pior posição de largada no ano. Se tudo transcorrer normalmente em Spa, talvez ele nem marque pontos. Precisará de uma ótima largada amanhã ou fará apenas uma parada.

Ótimo para Rubens Barrichello, que larga em quatro e se tiver mais combustível que os adversários à frente, tem ótimas chances de ganhar, quanto seus rivais diretos ao título estão em oitavo, nono e décimo quarto. Rubens é candidato ao título? Mais do que nunca…

GRID DE LARGADA PARA AMANHÃ:

Driver Team Q1 Q2 Q3
1st Giancarlo Fisichella Force India Mercedes 1:45.102 1:44.667 1:46.308
2nd Jarno Trulli Toyota 1:45.140 1:44.503 1:46.395
3rd Nick Heidfeld BMW Sauber 1:45.566 1:44.709 1:46.500
4th Rubens Barrichello Brawn Mercedes 1:45.237 1:44.834 1:46.513
5th Robert Kubica BMW Sauber 1:45.655 1:44.557 1:46.586
6th Kimi Räikkönen Ferrari 1:45.579 1:44.953 1:46.633
7th Timo Glock Toyota 1:45.450 1:44.877 1:46.677
8th Sebastian Vettel Red Bull Renault 1:45.372 1:44.592 1:46.761
9th Mark Webber Red Bull Renault 1:45.350 1:44.924 1:46.788
10th Nico Rosberg Williams Toyota 1:45.486 1:45.047 1:47.362
11th Adrian Sutil Force India Mercedes 1:45.239 1:45.119
12th Lewis Hamilton McLaren Mercedes 1:45.767 1:45.122
13th Fernando Alonso Renault 1:45.707 1:45.136
14th Jenson Button Brawn Mercedes 1:45.761 1:45.251
15th Heikki Kovalainen McLaren Mercedes 1:45.705 1:45.259
16th Sebastien Buemi STR Ferrari 1:45.951
17th Jaime Alguersuari STR Ferrari 1:46.032
18th Kazuki Nakajima Williams Toyota 1:46.307
19th Romain Grosjean Renault 1:46.359
20th Luca Badoer Ferrari 1:46.957

Esperem uma corrida interessante amanhã, como sempre é na Bélgica.

Guilherme

GP da Bélgica – Prévia

Saindo da beleza plástica da pista valenciana, a Fórmula 1 chega a um dos maiores templos do automobilismo mundial, pista preferida de quase todos os pilotos e de uma beleza (real) de tirar o fôlego. Estamos falando de Spa Francorchamps…

Irá Kimi manter seu bom retrospecto no "templo"?

Irá Kimi manter seu bom retrospecto no "templo"?

Cravado no meio das colinas e florestas da região de Ardenas, o circuito de Spa-Francorchamps é um mito, uma lenda do automobilismo mundial, cujas curvas são lembradas em nome e traçado pela grande maioria dos fãs do esporte. Mesmo que hoje o traçado tenha menos da metade da distância da configuração original, a pista nunca perdeu sua identidade, que sempre consistiu de longas retas e curvas rápidas em meio às árvores e elevações de terreno, misturado à constante possibilidade de chuva.

E quem se dará melhor esse ano? Brawn? Red Bull? Kimi? Hamilton? Vamos analisar…

Red Bull: Como todos sabem, a pista é uma das mais rápidas do calendário, com varias retas e curvas de alta, e numa região onde geralmente se faz frio e chove. Essas condições são favoráveis aos carros da Red Bull, teoricamente. Mark Webber deve vir com força total, pois sabe que um bom resultado é fundamental depois do fraquíssimo desempenho em Valência, além de ter marcado pontos em Spa em todas as corridas que completou. Vettel deve estar indo para o “tudo ou nada”. Mesmo com apenas dois motores restantes para toda a temporada, prudência não é a melhor estratégia para quem está 25 pontos atrás do lider do campeonato. Ele teve uma ótima corrida lá ano passado, chegando em 5º com a Toro Rosso, e se chover as coisas estarão como ele gosta. Isso significa que a Red Bull irá dominar a corrida e a Brawn não irá aparecer? Não é assim que eu vejo…

Brawn GP: parece ter sido mais coincidência os resultados fracos da equipe nos frios GPs da Inglaterra e Alemanha. Foi lá que a equipe introduziu um pacote aerodinâmico que não vingou, o que se pode constatar no GP da Hungria, onde nem as altas temperaturas impediram uma performance apagada da equipe de Ross Brawn. Deveremos ver ela andando um pouco atrás da Red Bull, mas nada tão expressivo como foi na Alemanha. São favoritos ao pódio e, caso o clima belga nos contemple com pancadas de chuva (e consequentemente um troca-troca de pneus), podemos sim vê-los no alto do pódio.

Kimi Räikkönen: o finlândes venceu lá três vezes seguidas e por pouco ele não conquistou seu quarto trunfo consecutivo ano passado. É uma de suas pistas preferidas e nas últimas corridas nós vimos Kimi pilotando “com o interruptor ligado”. O Iceman parece motivado apesar do carro que tem e vai partir para cima nessa que pode ser a melhor chance da Ferrari (leia-se Kimi, pois Badoer não vai a lugar algum) ganhar uma corrida nesse ano.

Lewis Hamilton: a McLaren transformou seu carro, que era um fiasco de marca maior, em um legitmo vencedor, e o homem que propulsionou o carro à vitória foi Lewis Hamilton. Mas irá ele repetir a façanha na pista que teoricamente deve expor os defeitos do MP4/24? Irá o KERS ser util na largada com a curta reta até a La Source? Ou descarregá-lo na saída da Eau Rouge será mais eficiente? Talvez a McLaren não seja favorita a vitória, mas deverá roubar alguns pontos dos lideres do campeonato.

Perguntas, dúvidas, incertezas. Temos seis homens capazes vencer a corrida e só poderemos ter uma idéia melhor depois das 10 horas da manhã de sábado aqui no Brasil. O provável melhor GP do ano está se aproximando, e trás com ele momentos decisivos para o campeonato. Emoções não faltaram no Grande Prêmio da Bélgica.

Guilherme

GP da Europa – Como nos velhos tempos

Muitos consideraram o GP da Europa como entediante, processional e sonolento, mas não para a maioria dos brasileiros. Pela primeira vez, desde o GP dos Estados Unidos de 2005, tivemos apenas um representante na pista, e por mais irônico que seja, é um dos pilotos brasileiros mais criticado da história. Ele mesmo, Rubens Barrichello.

Rubens Barrichello rumo à vitória em Valência

Rubens Barrichello rumo à vitória em Valência

A missão parecia difícil. Impossível, alguns diriam, caso não acontecesse nada fora do comum. Mas Rubens Barrichello provou ontem, na pista, que não está fora da briga pelo título.

Com a primeira fila ocupada pelos carros prateados, dotados de seus poderosos KERS, o mais provável era que Rubens continuasse em terceiro, tendo de se preocupar mais com os carros atrás do que em ultrapassar Kovalainen ou Hamilton. Ao contrario de suas largadas desastrosas na Austrália e na Turquia, por exemplo, Rubens vem fazendo ótimas largadas ultimamente, o que o permitiu esboçar um ataque a Kovalainen na primeira curva, já que mesmo com o benefício do KERS, os pilotos da McLaren não puderam utilizá-lo de forma 100% efetiva devido à curta reta de largada do circuito valenciano. Com a porta fechada, Rubens recuou, evitando assim um possível toque com o finlandês.

Com o carro mais pesado e usando os pneus mais duros, a única coisa esperada de Barrichello seria que ele mantesse contato com Heikki, não deixando Lewis fugir muito. Conspiração ou não, ficou claro que Heikki não andou tudo o que podia no início da corrida, ficando 4 segundos atrás de Hamilton nas duas primeiras voltas, para depois imprimir um ritmo de corrida idêntico ao de seu companheiro de equipe até a sua primeira parada nos boxes.

Conforme os pneus macios das McLarens iam se deteriorando, ficava mais fácil para Rubens continuar na perseguição a Heikki. Quando Hamilton e Kovalainen param nos boxes nas voltas 17 e 18, respectivamente, Rubens tinha mais 3 voltas para colocar um ritmo de classificação, com pouco combustível no tanque e pneus relativamente bons. Com ar limpo à frente, Rubens mostrou o verdadeiro potêncial do BGP 001, sendo o primeiro a fechar uma volta abaixo da casa de 1:39. As três voltas nesse ritmo foram suficientes para ultrapassar Kovalainen e cortar a vantagem de Lewis Hamilton em mais da metade. E no segundo stint que tudo se decidiu.

Sentindo um pouco de instabilidade no carro, o engenheiro de Jenson Button decidiu trocar sua estratégia de pneus para duro-macio-macio. Quase dei um pulo do sofá, pensando “que troquem para o Jenson, mas não para o Rubens!” Não sou engenheiro, mas parecia óbvio que o desemepenho da Brawn era satisfatório com os pneus duros, podendo manter-se no mesmo ritmo da McLaren de Hamilton com pneus macios. E, graças a Deus, Rubens continuou com pneus duros.

O segundo stint foi uma sucessão de “provocações” entre Hamilton e Rubens. Nas voltas seguintes à saída de Rubens dos boxes, Hamilton conseguiu abrir sua vantagem em 1.5 segundos, aumentando para 4 no total, até que os pneus do carro de Rubinho atingiram a “window of operation” – a temperatura ideal para um bom funcionamento dos pneus. A partir daí foi uma luta de um para aumentar a vantagem e de outro para diminui-la. Quando um tirava 4 décimos em uma volta, outro colocava os 4 décimos de volta. Não teve ação na pista entre os dois, mas foi uma experiência tanto emocionante acompanhar os tempos com tanta apreensão. Rubens fez o que tinha de ser feito: não deixou Hamilton se distânciar, para então colocar algumas voltas de classificação e ultrapassar Lewis nos boxes. Parecia difícil, mas o destino deu uma ajudinha…

…Quando Hamilton entou nos boxes enquanto a equipe não o esperava. Segundo Martin Whitmarsh, houve um atraso na hora de avisar Hamilton para que ele estendesse sua parada em mais uma volta, pois quando a informação foi passada, Lewis já estava na entrada dos boxes, pegando os mecânicos de surpresa, sem os pneus a disposição. Uma parada que deveria demorar 6,5 segundos durou 12 – uma eternidade na Fómula 1.

Talvez tenha sido impressão minha, mas a reação de Jock Clear (engenheiro de Rubens) ao rádio, avisando Rubinho da parada antecipada de Hamilton tenha demonstrado que não foi apenas um atraso na comunicação: nem os caras da Brawn esperavam. Ouvir Jock gritando para Rubens no rádio foi de arrepiar…

“That’s it Rubens! Hamilton is in! Give me five qualifying laps! FIVE QUALIFYING LAPS!!!”

E Rubens fez, marcando tempos alucinantes em um ritmo frenético. Era visível como ele tirava tudo do carro a cada curva, passando a centimetros dos muros, para meu desespero e de todos os brasileiros que estavam torcendo por ele. O pneu voador de Nakajima levantou o medo de Safety Car na pista, apesar de ter ficado fora do traçado, o que levou o time de Brackley a adiar a parada de Rubens em duas voltas, para a volta 56, mas a esta altura já era suficiente para ficar à frente de Lewis. Naquele momento todas as atenções se voltavam para os mecânicos, torcendo para que eles não cometessem nenhum erro. E não fizeram – foram perfeitos.

Momento apreensivo

Momento apreensivo

A partir daí, era só administrar a vantagem de 6 segundos para Lewis durante as 14 voltas seguintes e esperar a bandeira quadriculada. Um tema da vitória especial (que eu, particularmente, não gostei), a décima vitória pessoal, a centésima da nação e uma lufada de ar fresco na briga pelo campeonato. Corrida perfeita por parte de nosso único representante na pista e vitória mais do que merecida. Parabéns Rubens!

O time de Brackley

O time de Brackley

O resto:

Dei com a língua nos dentes, de novo… três vezes! Apostei em Alonso para a pole, deu Hamilton. Apostei em Hamilton para a corrida, deu Rubens. Disse que Heidfeld ia terminar a frente de Kubica e foi o contrário. Vou dizer que o Kimi vai quebrar em Spa… assim talvez ele ganhe.

McLaren volta definitivamente ao pelotão da frente, mas ainda hão de melhorar caso queiram mais vitórias. Foi uma corrida atípica para a Red Bull e a Ferrari está desfalcada. A próxima prova será teste verdadeiro, onde as curvas rápidas do templo de Spa-Francorchamps deveriam salientar as deficiencias do MP4/24.

Corrida discreta, porém ótima de Kimi Räikkonen, sempre arrastando a Ferrari onde der. Terceiro foi mais do que bom, considerando a performance bem mais elevada da McLaren de Heikki Kovalainen. Pior é, como fã do piloto, ter que o ouvir o Reginaldo Leme vomitar asneiras (o que é difícil de ele fazer, diga-se de passagem) sobre o Iceman. Agora para ele tudo o que o Räikkönen faz é “circunstancial”. Francamente Reginaldo, sabemos que você é fã do Massa, do Hamilton e do Alonso, e que o Kimi ganhou seu campeonato justamente encima desses 3 pilotos, mas você é um comentarista da maior rede de televisão do país, que supostamente é séria e deveria ser mais imparcial, ainda mais quando detratar um piloto não tem nada a ver com os pilotos brasileiros, os quais eles devem sim exaltar.

Já o outro piloto da Ferrari… melhor nem falar. Rodou, andou sempre atrás e tomou um drive through por uma saída dos boxes completamente escrota. Eu queria, de coração, que ele fizesse uma boa participação, mas assim fica difícil… Tem muita gente de olho no lugar dele.

As Red Bulls pareciam estar correndo em outra categoria. Mark Webber se classificou mal e terminou a corrida mal, fora da zona de pontuação. Vettel, coitado, está numa zica incrível. Quando ele não faz besteira, o motor estoura. Assim fica difícil…

Kubica conseguiu um pontinho, finalmente. Gosto meio amargo, é claro. Quem estava disputando o título e chegou a liderar o mundial ano passado não pode ficar feliz por chegar em oitavo e marcar 3 pontos no ano.

Estréia boa de Romain Grosjean. Não fez nada demais, nem nada de menos. Andou pior do que Piquet andaria, é claro, mas é sua estréia na equipe e não podemos esperar mais dele do que ele fez.

A Fórmula 1 voltou mas a silly season continua cada vez mais forte, além dos rumores sobre a permanencia de uma certa equipe japonesa… Vamos falar sobre isso mais tarde.

Termino aqui este post imenso com a fala de Ross Brawn na mente, que mostra que o gênio da estratégia tem um carinho precioso com Rubens, desde seus tempos de Ferrari:

“Absolutely fantastic drive Rubens! It was just like the old days”

É, como nos velhos tempos…

Mais tarde (talvez a noite), as estatísticas!

Guilherme

GP da Alemanha – Estatísticas

Eu sei que isso vai ficar muito “plágio” do F1 Fanatic, mas eu sempre quis postar dados estatísticos atualizados após os GPs, muito antes de conhecer o blog de Keith Collantine. Aqui vão algumas:

Coitado do Kubica...

Coitado do Kubica...

  • Mark Webber se tornou o 102º piloto na história a conquistar uma vitória, igualando-se à seus conteporâneos Robert Kubica, Heikki Kovalainen e Jarno Trulli, todos empatados em 71º lugar no ranking geral, junto de outros 27 pilotos. Sua vitória também veio com a estatística de ser a mais demorada: 130 Grandes Prêmios.
  • É também a 27ª vitória de um australiano. O país se encontra em 10º no ranking geral, atrás dos Estados Unidos, com 33 vitórias.
  • Jenson Button, com seus 4 pontos conquistados, atingiu a marca de 300 pontos na carreira, ultrapassando o argentino Carlos Reutemann. Apenas 18 pilotos na história conseguiram bater esta marca, todos verdadeiros monstros do esporte. Jenson está na 18ª posição, tendo a sua frente está Juan Pablo Montoya, com 307 e Felipe Massa, com 320.
  • Com os 10 pontos obtidos no final de semana, Mark Webber ultrapassou Patrick Depailler (139), somando agora 145.5. É o 50º colocado.
  • Com 8 pontos para der Seb e 1 para Kovalainen, os dois estão empatados com 88 pontos na carreira, na 68ª posição.
  • Rosberg, com seus 4 pontos, galgou 4 posições na tabela, ultrapassando nomes famosos como Carlos Pace, Lorenzo Bandini, Andrea de Cesaris e Peter Reverson. Está em 83º lugar.
  • Terceira vitória da Red Bull, terceira dobradinha. Belo restrospecto neste ano.
  • Primeira corrida sem um carro da Brawn GP no pódio, ou mesmo um motor Mercedes. Apesar de ser o pior desempenho da temporada, o time de Ross conquistou 112 de 162 pontos possíveis até aqui, um aproveitamento assustador de aproximadamente 69,14%
  • Finalmente Piquetzinho se classificou à frente de Alonso. O escore está 26 x 1 para o espanhol agora, que garimpou sua 12ª volta mais rápida de sua carreira.
  • Segunda corrida seguida sem pontuar para a BMW. Oito pontos no campeonato, menos de 5% de aproveitamento. Vergonha Theissen, vergonha…

Brigas internas!

Treinos classificatórios:

Felipe Massa 4 x 5 Kimi Räikkonen
Lewis Hamilton 5 x 4 Heikki Kovalainen
Robert Kubica 6 x 3 Nick Heidfeld
Fernando Alonso 8 x 1 Nelson Piquet
Jarno Trulli 7 x 2 Timo Glock
Sebastien Bourdais 2 x 7 Sebastien Buemi
Sebastian Vettel 8 x 1 Mark Webber
Nico Rosberg 7 x 2 Kazuki Nakajima
Giancarlo Fisichella 4 x 5 Adrian Sutil
Rubens Barrichello 3 x 6 Jenson Button

Corridas:

Felipe Massa 5 x 4 Kimi Räikkonen
Lewis Hamilton 6 x 3 Heikki Kovalainen
Robert Kubica 3 x 6 Nick Heidfeld
Fernando Alonso 8 x 1 Nelson Piquet
Jarno Trulli 5 x 4 Timo Glock
Sebastien Bourdais 3 x 6 Sebastien Buemi
Sebastian Vettel 3 x 6 Mark Webber
Nico Rosberg 9 x 0 Kazuki Nakajima
Giancarlo Fisichella 7 x 2 Adrian Sutil
Rubens Barrichello 1 x 8 Jenson Button

Enfim, essas são as estatísticas que me vêm à cabeça. Até a próxima corrida!

Guilherme