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GP de Abu Dhabi – mais um ‘palco’ para o ‘show’ (prévia)

Amanhã finalmente começa a ação na mais nova pista do calendário da Fórmula 1, o impressionante circuito de Yas Marina. Keith Collantine publicou em seu blog novas fotos da pista, e não foi surpresa ver que a maioria delas retratam o magnífico hotel no meio do autódromo ou as arquibancadas, enquanto poucas (se algumas) mostram novos ângulos do traçado.

Queremos ver o traçado ou um hotel que muda de cor?

Queremos ver um bom traçado ou um hotel que muda de cor?

A pista é, de fato, uma obra prima da engenharia e arquitetura. A ALDAR Properties, construtora líder nos Emirados Árabes Unidos, anunciou investimentos de mais de 72 bilhões de dolares nos próximos anos na ilha, visíveis na magnitude da estrutura, mas o layout da pista, o que realmente interessa, ainda é um típico Tilkedromo: chicane, reta pequena, hairpin, reta absurdamente longa, hairpin, reta absurdamente longa de novo, curvas quadradas, etc…

Porém, de todas as pistas do arquiteto alemão, esta parece que não será a pior, graças às “perfumarias” inéditas na categoria, como o hotel mega-luxuoso da foto que ilustra este post, ou a noite que cairá durante a corrida – pode não ser nada lógico do ponto de vista ambientalista, mas que será um espetáculo a parte, será!

Mas eu, infelizmente, não espero mais nada de Yas Marina além de ser mais um “palco” para o “show” da Fórmula 1 sedenta por entretenimento de massa. Espero que eu esteja errado…

Sendo uma pista nova, fica difícil prever um favorito, restando a nós basearmos nossos achismos em cima das performances relativas que presenciamos em pistas parecidas, mas o consenso geral é de que a McLaren (leia-se Lewis Hamilton) é franca favorita à vitória, com a Red Bull, Brawn e Ferrari (leia-se Kimi Räikkönen) disputando as outras posições mais altas.

Preste atenção durante a corrida em:

Red Bull: o time de Milton Keynes vem de duas vitórias seguidas, mas, apesar de serem configurações de pista totalmente diferentes, o RB5 deve vir forte também para Yas Marina – o quarto lugar de Vettel em Cingapura mostra que o carro também pode ser competitivo em pistas de curvas fechadas.

McLaren x Ferrari: dois gigantes do esporte relegados a disputar a terceira posição nos construtores. A equipe inglesa tem tudo para vencer os italianos nessa disputa: um carro mais desenvolvido, um ponto de vantagem na tabela e dois pilotos familiarizados com o carro.

O engraçado desta disputa é que a Ferrari já desistiu do campeonato faz tempo – o F60 foi abandonado em meados de julho, enquanto o MP4/24 foi desenvolvido até o final de setembro. Como se não bastasse, os rossos têm apenas um piloto (que vem fazendo um trabalho soberbo) desde o acidente de Massa na Hungria.

Agora imagine que este handicap para a Ferrari não existisse: com certeza os prateados só veriam a Ferrari quando eles parassem nos boxes, e provavelmente com o terceiro lugar garantido mesmo antes de Abu Dhabi.

Hamilton x Räikkönen: nem Button, nem Barrichello, nem Vettel e nem Webber. Os melhores deste ano foram, sem dúvidas, Hamilton e Räikkönen. Os dois mostraram diversas vezes do que verdadeiros campeões são feitos, mesmo com carros muito aquém de seus talentos. Carros estes que hoje nos possibilitam vê-los batalhando apenas pelo quinto lugar no campeonato. O inglês é favorito, tendo o finlandês de marcar dois pontos a mais que Hamilton para garantir esta posição à frente, que provavelmente garantirá também o terceiro lugar nos construtores de suas equipes.

Barrichello x Vettel: mesmo que o jovem alemão diga que “o segundo é o primeiro perdedor”, duvido que ele gostaria de perder esta para Barrichello. Com Button campeão, o time se volta inteiramente para selar um ano perfeito com Barrichello em segundo lugar, mas a visível decadência do BPG 001 pode atrapalhar os planos da equipe.

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Por que eu desejo, mais do que nunca, o bi-campeonato de Kimi

Já vou avisar aqui no início: desliguei todos meus sensores de imparcialidade, para que eles não apitem enquanto eu estiver escrevendo este texto e me façam reescrevê-lo de modo mais parcial… ou mesmo jogá-lo fora de uma vez.

Última garrafa de champagne pela Scuderia?

Seria a última garrafa de champagne pela Scuderia?

Campeão Mundial de 2007, contribuição na conquista de dois títulos de construtores, 9 vitórias, 26 pódios, 230 pontos, 16 voltas mais rápidas. Esses são os números de Kimi Räikkönen na Ferrari. É um ótimo retrospecto (e mesmo quem não gosta do finlandês tem de reconhecer), mas mesmo assim, a Ferrari achou que seus serviços não eram mais necessários.

Finalmente Stefano Domenicali falou ontem, de um jeito mais aberto, sobre a dispensa do Iceman. Confira este trecho, como está no F1 Around:

Eu considero Räikkönen, em todos os sentidos, no mesmo nível de Fernando, Felipe, Lewis. Então, por que mudar? Porque tenho certeza que nossa equipe, a Ferrari, necessita de um homem parecido com Schumi no trato com a equipe. Kimi é muito rápido, muito competitivo, mas também muito fechado, introvertido. Não é uma limitação ou defeito: é o seu temperamento. Com um carro vencedor ele é perfeito. Com um carro para desenvolver e uma equipe para liderar, eu acredito que Alonso é superior. Eu expliquei isso para Räikkönen: ele não ficou feliz, mas entendeu.

Eu sei que ele [Räikkönen] está conversando com McLaren, Brawn, Red Bull. Eu sei que em 2010 ele será um grande oponente.

Stefano Domenicali

Mesmo com a explicação, a troca de pilotos não parece fazer muito sentido. Se ele mesmo diz que Kimi e Fernando estão no mesmo nível em todos os sentidos, conclui-se que a própria equipe acredita que Alonso não fará nada melhor que Räikkönen. Logo abaixo ele entra em contradição com sua primeira afirmação, dizendo que acredita que Alonso é melhor com um carro para desenvolver. Agora compare com o trechinho sublinhado que destaquei…

É ilógico dispensar um piloto por ser “introvertido” apesar de ser rápido. Oras, não é o que toda equipe deseja? Um piloto talentoso, competitivo e que não fala o que não deve nem se mete em escândalos e polêmicas?

Alonso, por sua vez, também é talentosíssimo e competitivo, mas esteve envolvido em dois escândalos de proporções estratosféricas em dois anos consecutivos, além de ser manhoso e “reclamão” (os Alonsistas que me perdoem, mas ele é!): o típico piloto que morre de amores pela equipe, enquanto ela é dele. Nós vimos como ele agiu com o novato Hamilton em 2007, e não é dizendo que “não foi perfeito com Lewis na McLaren” que irá se redimir pelos pitis que deu nas bandas de Woking, muito menos significa que não ficará descontente em ver a equipe não lhe dando a merecida (ou a que ele acha que merece) atenção.

A dupla Massa-Räikkönen era perfeita: o latino carismático, desbocado e de sangue quente, que não é o melhor piloto do mundo, mas é muito trabalhador, acompanhando o finlandês introvertido, porém voador, discreto e focado no seu trabalho.

Agora com Massa e Alonso, teremos dois pilotos latinos e de sangue quente, o que desequilibrará a balança. Os primeiros atritos já começaram, como você pode ver aqui e aqui. Desespero do Massa? Talvez, mas quando Domenicali diz que “a Ferrari necessita de um homem parecido com Schumi no trato com a equipe”, ele assume automaticamente o status de Número 1 do asturiano e crava o punhal nas costas do brasileiro.

Um precioso soldado

Com a rescisão contratual, a Ferrari literalmente pagará para Kimi correr pelo inimigo! Enquanto a Ferrari terá uma dupla de pilotos marrentos, as duas prováveis futuras equipes de Kimi serão fortíssimas:

  • Se ele for para a McLaren, a equipe terá novamente dois pilotos campeões mundiais pilotando seus carros – a última vez que isso aconteceu foi em 1989 com Senna e Prost. Além de podermos medir novamente o talento de Hamilton contra um campeão do porte de Räikkönen, o título de construtores para a McLaren seria praticamente uma certeza, caso o MP4/25 venha a ser um carro decente.
  • E caso ele vá para a Red Bull, estará pilotando para uma das equipes mais fortes de 2009, sentará sua bunda em mais um projeto de Adrian Newey e terá ao seu lado ninguém menos que a maior promessa atual do automobilismo: Sebastian Vettel. Some isso ao estilo cool, baladeiro e descontraído da Red Bull, que cai como uma luva no “introvertido” Iceman.

E enquanto isso, a Ferrari não cria coragem de empregar dois campeões em seus carros: o que poderia se chamar de “dupla de campões” na Ferrari foi em 1990, mas Mansell ainda não era campeão àquela altura de sua carreira. Uma dupla campeã de verdade nunca passou por Maranello.

Desejo deste blogueiro

Sou Ferrarista assumido, desde que comecei a assistir o esporte frequentemente em 1998, mas sou torcedor do Kimi Räikkönen também. Desejo, do fundo do meu coração, que Kimi seja campeão com outra equipe (até mesmo a McLaren, que tanto detesto) e leve consigo o título de construtores, tudo pago com os euros do Montezemolo.

Eu sei que isso tem ar de vingança – e tem mesmo -, mas adoraria ver Kimi ensinando à Ferrari (e principalmente ao Domenicali) que não se trata um piloto do seu calibre, justamente aquele que vem carregando o time nas costas por metade do campeonato em um carro medíocre, com tamanha falta de respeito

Final da novela…

…Mas o início de uma reação em cadeia. A Ferrari anunciou hoje que o asturiano Fernando Alonso correrá pela equipe partir de 2010 no lugar de Kimi Räikkönen, em um contrato de 3 anos.

Estes dois estarão nas mesmas cores em 2010

Estes dois estarão nas mesmas cores em 2010

Com todo o imbróglio do Crashgate, eu, pessoalmente, duvidava que Alonso daria as caras por Maranello. Kimi tinha seu contrato para 2010 assegurado, e seu salário astronômico significava uma recisão igualmente astronômica. Parecia uma decisão idiota de substitui-lo, mas Luca de Montezemolo não se importou na hora de abrir a carteira e contratou o espanhol sobrancelhudo.

A contratação de Fernando terá um efeito parecido com o de uma fissão nuclear. Embora a McLaren diga que as decisões sobre o companheiro de Lewis Hamilton estejam abertas, é particamente certo que Kimi voltará para as bandas de Woking, onde alguns dizem que é a verdadeira casa do finlandês.

A Renault, por sua vez, precisa de um bom piloto para preencher o vazio deixado por Alonso, alguém capaz de liderar a equipe e lutar pelas vitórias. Esse alguém é Robert Kubica. O polonês foi descoberto por Briatore e já testou pela equipe, apesar de não ter passado por seu “pente-fino”

A pergunta que fica na minha cabeça é se Alonso vale as cifras gastas. A Ferrari simplesmente pagou para entregar um precioso soldado para o inimigo. Os cofres de Montezemolo desembolçarão milhões para pagar o contrato de Kimi e mais alguns milhões para pagar Alonso. Resta saber se o espanhol “imã de escanadalos” pagará a conta. Chegará em Maranello com pinta de super-piloto, carregando as esperanças (e a pressão) de uma equipe que deseja voltar à dominação da Era Schumacher. Se esperará de Alonso que ele seja campeão, até mesmo no seu primeiro ano. Afinal, se Kimi foi, por que o mega-fodástico e semi-deus Alonso não seria? E é exatamente por isso que Felipe Massa tem de abrir o olho. É inevitável que o brasileiro seja rebaixado à segundo piloto. Fernando terá a equipe girando em torno de si, e se Felipe não batê-lo logo no início de 2010, ele vai voltar a ser o que sempre foi até a metade de 2008: o caçulinha, queridinho da equipe, o “Felipe-Baby”.

Eu, na minha insignificante opinião, não gostei da vinda de Alonso. Simplesmente por uma questão de preferência: sou Ferrarista e fã do Kimi, enquanto não gosto do Alonso. Kimi não é um piloto de segunda classe e não deixa nada a desejar quando comparado com o espanhol, sendo que ambos tem números bem parecidos. Fico com a impressão de que Fernando não corresponderá a todas as espectativas que estão fazendo encima dele.

Mas, vendo a prespectiva para 2010, até deveria gostar, afinal teremos novamente o duelo de titãs de 2007. Alonso terá um companheiro competente (algo raro, diga-se de passagem) e dividir o mesmo carro que Massa poderá nos dar uma boa comparação de quão bons são estes pilotos.

Hamilton, por sua vez, não deve estar muito feliz com a possibilidade de dividir o carro com Kimi, e talvez poderemos ver novamente as habilidades do inglês perante um talentoso companheiro. Lewis foi melhor que Alonso em 2007, mas o ar indiferente e expressão de “tô cagando e andando” de Kimi possa ser um problema para o jovem rapaz – Räikkönen gosta de resolver as coisas na pista, sem “pitis”, sem dar bola para conversas de bastidores e etc., ao contrário de Alonso (vide 2007). Bater Räikkönen pode sacramentar a superioridade natural do rapaz, mas caso Kimi supere-o, mostrará ainda mais o quanto o Iceman é talentoso e o tamanho da idiotice que foi entregá-lo de bandeija para a McLaren.

Ferrari: sonho de muitos, realização de poucos

Como esperado em todo o mundo da Fórmula 1, a Ferrari confirmou hoje qual piloto irá guiar o carro número 3 pelas lendárias retas de Monza: Giancarlo Fisichella

Olhem a expressão de felicidade da criança...

Olhem a expressão de felicidade da criança...

Giancarlo chega à Ferrari em alta, depois de uma soberba performance pelo traçado sagrado de Spa-Francorchamps. Segundo suas próprias palavras, “é um sonho que se tornou realidade”, saindo de um segundo lugar histórico em Spa para pilotar para a equipe de seus sonhos em casa – um italiano, pilotando para a maior equipe da história, que também é italiana, do Grande Prêmio da Itália, cercado pelos fanáticos tifosi, que há anos esperavam ver um piloto nacional de ponta em um dos carros rossos.

A saída do piloto da Force India não poderia ser mais amigável, com Vijay Mallya cedendo o piloto sem resistência. Isto mostra duas faces da Fórmula 1: o brutal mundo dos negócios e a honra e cavalheirismo de alguns homens neste esporte, virtude muito comum na época de Fangio, Brabham e Stewart, mas cada vez mais rara hoje em dia. Digo isso pois me surpreendi com a declaração de Vijay, onde ele dizia que “Para qualquer piloto italiano, uma vaga na Ferrari é um sonho antigo e para Giancarlo isso não foi exceção. Ninguém deveria ficar no caminho desse sonho. Além do mais, este acordo irá garantir um longo futuro de Giancarlo com a Ferrari e seria incorreto por isto em perigo, particularmente quando Giancarlo fez tal contribuição vital à Force India.”

Mallya também garantiu que o acordo em nada envolveu as imensas dívidas da equipe indiana com a Scuderia, mas cá entre nós, você acha que algum chefe de equipe romperia seu contrato com um piloto depois de uma performance espetacular assim, por pura camaradagem? Que o dono da “cervejaria-aérea” Kingfisher é boa gente, isso não há dúvidas, mas ele não seria filantropo a esse ponto. Certamente as dívidas não foram quitadas, mas diminuíram.

Não teria como o final de carreira do italiano terminar em melhor estilo – realizando seu sonho de infância. Depois de ficar na sombra de Fernando Alonso na Renault, Fisichella foi relegado a andar na rabeira do grid, com uma pífia Force India que corria com um obsoleto chassi Spyker F8-VII, defasado em um ano. Depois de uma completa reestruturação da equipe e uma parceria tecnológica com a McLaren Mercedes, a Force India parecia andar no caminho certo, e empurrando o time estava Giancarlo. Como recompensa pelo seu duro trabalho e motivação inabalada durante 14 anos de Fórmula 1, Fisico correrá as 5 corridas de sua vida até o final da temporada, e em 2010 será piloto de testes da equipe de Maranello. Como dizem, “hard work pays off”.

Pessoalmente, nunca fui fã do Giancarlo, mas como Ferrarista, desejo a ele meus insignificantes votos de sorte no Grande Prêmio da Itália, e que traga para a Ferrari e sua torcida apaixonada o melhor resultado possível.

Parabéns Fisico!

Os pilotos em alta no mercado

Keith Collantine começou em seu site um interessante debate sobre a “Silly Season”. Como todos sabem, o mercado de pilotos para o ano que vem está movimentadíssimo. Com quatro novas equipes (podendo até ser cinco, dependendo da situação da Renault) e as já existentes planejando trocas maciças em seus times, muitos assentos estarão vagos, e o que não faltam são interessados no trabalho. Muita especulação já estava sendo feita antes do acidente de Massa, e após o GP da Hungria as especulações dobraram em número, não faltando assunto para as férias da F1.

Quem pilotará para a Ferrari? Para onde vão os pilotos da BMW? Qual será a dupla de pilotos das novas equipes? E com o banimento dos testes, teremos “sangue novo” na Fórmula 1? Vamos analisar os casos, equipe por equipe.

Felipe? Kimi? Fernando? Michael? Robert? Quem pilotará para esta equipe em 2010?

Felipe? Kimi? Fernando? Michael? Robert? Quem pilotará para esta equipe em 2010?

Ferrari: nunca nos últimos anos nós vimos tantos pilotos interessados em sentar num dos carros escarlates, e é a decisão da equipe de Maranello que vai definir como todas as peças se encaixarão ano que vem. Até o GP da Hungria, a vaga de Kimi Räikkönen parecia muito ameaçada pela especulação de que Fernando Alonso assumiria seu lugar em 2010. Com o acidente do brasileiro, as coisas ficaram loucas para os lados da primeira garagem dos boxes…

Schumacher ameaçou voltar, o que não se contretizou. Não obstante, seu desejo de voltar a correr persiste. Luca di Montezemolo disse que lutaria para colocar três Ferraris no grid ano que vem, sendo um dos carros para Michael. E quem pilotaria os outros dois? Um deles está reservado para Felipe Massa, e o outro seria para Kimi Räikkönen ou quem quer que entre no lugar dele. Se analisarmos a situação, é mais provavel que Kimi pilote para a Ferrari ano que vem do que Schumacher ou Felipe. Os conspiradores dizem algo de incomum há nos exames de Felipe e que talvez ele não volte a correr tão cedo, o que eu não acredito, mas também não sabemos se Michael estará curado das dores no pescoço. Se a Ferrari conseguir alinhar três carros, é mais provavel que veremos Felipe, Kimi e Fernando nos cockpits.

O problema para o lado de Alonso é o escândalo que está se montando em torno da Renault. Muitos apontam o dedo para Briatore e Nelsinho, esquecendo que Alonso também estará envolvido até o pescoço no Conselho Mundial da FIA neste processo. Irá a Ferrari desejar um piloto envolvido em dois escândalos em dois anos? Mesmo que Alonso seja inocente, a situação é complicada, e nessa história quem aparece com mais força para o terceiro carro é Robert Kubica.

O polonês é o segundo na lista de especulações para substituir o substituto do substituto no GP da Itália, atrás de Fisichella. Do lado do italiano, estão as imensas dívidas que a Force India tem com a Ferrari, o que poderia levar Mallya e “emprestar” seu funcionario em troca de um desconto na dívida. Do lado do polonês, está o fato de ele não ter equipe para 2010. Se Kubica substituir Badoer, é bem provável que ele fique na equipe para pilotar o terceiro carro ou mesmo tirar um ano como piloto de testes, considerando que Badoer deixará seu cargo ao final do ano que Marc Gené tem grandes probabilidades de pilotar para a Campos Meta. Kubica poderia, então, tomar o lugar de Kimi em 2011, caso a equipe não renove com o finlandês, o que obviamente dependerá de como o Camepão Mundial de 2007 irá correr em 2010.

Caso a possibilidade dos três carros não seja concretize, espere para ver Massa e Kimi por mais um ano na Ferrari.

McLaren: também após o GP da Hungria, ficou claro que a dupla da equipe de Woking não permaneceria a mesma. Desde que entrou na Fórmula 1, o finlandês Heikki Kovalainen não fez jus às espectativas que se montaram ao seu redor. Mesmo pilotando o foguete que era o MP4/23, Heikki terminou o campeonato apenas na sétima posição, com quase metade dos pontos de Lewis Hamilton. Era óbvia a intenção de Ron Dennis de ter um escudeiro para Lewis, mas foi por conta de performances mediocres por parte de Heikki que a McLaren perdeu o mundial de construtores ano passado. Martin Whitmarsh já disse que Kovalainen tem que melhorar sua performance se quiser permanecer no time, mas parece cada vez mais difícil.

Norbert Haug faz pressão há anos para que a McLaren tenha um piloto alemão em um de seus carros, e já é sabido que Nico Rosberg é quem tem as melhores chances, e nem o piloto nega que está interessado em um dos carros prateados, mas a Williams já disse que quer manter o filho do Keke. Correndo por trás, estão Sutil e o futuro desempregado Nick Heidfeld.

Renault: com o suposto escândalo do GP de Cingapura, o futuro da equipe está mais incerto do que já era, podendo ser usado por Carlos Ghosn como pretexto para acabar com a Renault F1 Team, pois além dos altos custos, a equipe não está andando na frente e a imagem negativa de “trapaceira” será terrivel para a montadora francesa, que já está sofrendo de quedas nas vendas.

Se a equipe permanecer na categoria, sua dupla de pilotos dependerá exclusivamente da dupla de pilotos da Ferrari. Será muito dificil a equpe manter Alonso nos seus carros, mas o espanhol não tem mais para onde ir se não para Maranello. Caso fique na Renault e se meu “achismo” de Kubica na Ferrari esteja completamente errado, é bem provável que ele vá para a Renault, seja ao lado de Alonso ou Grosjean. Resta saber se o polonês quer correr pela montadora francesa, considerando que ele já fez parte do programa de jovens talentos da equipe, mas acabou não passando na malha-fina (que ironia…).

Williams: a equipe de Grove terá dois novos pilotos em 2010. Pelo menos é o que tudo indica. A ida de Nico Rosberg para a McLaren é quase certa e com o fim do contrato de fornecimento de motores entre a equipe e a Toyota, é quase impossível que Kazuki Nakajima se mantenha no time. Nico Hülkenberg é nome quase certo, sendo apontado por Sam Michael como concorrente à vaga. O alemão é piloto de testes da equipe, tem como empresário Willi Weber (o mesmo de Michael Schumacher) é o atual lider na GP2, podendo conquistar o título já na próxima corrida. Para a outra vaga, são candidatos os experientes Nick Heidfeld (que já correu pela equipe) e Heikki Kovalainen.

Red Bull: o time de Milton Keynes já anunciou que irá manter sua dupla até o final de 2010. Vettel estará no time até 2011 e tem opção de extensão de contrato para 2012.

Toro Rosso: é esperado que a equipe irá manter seus dois novatos, Sebastien Buemi e Jaime Alguersuari. Devido ao programa de jovens talentos da Red Bull, eles não encontrarão ninguém mais experiente mesmo…

Brawn GP: Ross Brawn já disse que está feliz com sua dupla de pilotos e não vê motivos para trocá-los. Com patrocinadores assegurados, a equipe não precisará mais de pilotos pagantes pelos próximos anos, o que é um balde de água fria para quem quer ver Bruno Senna na equipe.

Toyota: Outra “fujona”, assim com a Renault. A Toyota tinha como meta este ano a primeira vitória, e a falha em cumprir este objetivo pode ser traduzida como encerramento das atividades. Confirmando sua presença no mundial do ano que vem, dificilmente a equipe manterá Jarno Trulli. Timo Glock expressou um desejo de permanecer no time, o que deve acontecer, porém seu companheiro não deverá estar à altura – com esta indecisão sobre a participação do time, fica dificil atrair um piloto de ponta, o que lhes forçaria a buscar uma solução caseira: Kamui Kobayashi ou Kazuki Nakajima.

Force India: os rumores de que Fisichella irá para Ferrari, trabalhando como piloto de testes, estão muito fortes. O piloto pode ir para a equipe rossa como pagamento de dívidas, e a solução caseira seria o piloto de testes Vitantonio Luizzi. Tudo vai depender de como a equipe vai manter o italiano veterano…

USF1: Nenhum outro time na Fórmula 1 tem tantos nomes na lista, exceto a Ferrari. A equipe que queria uma dupla de yankees parece ter acordado do sonho americano, e falam abertamente sobre um piloto europeu (e experiente). Não faltam candidatos para nenhuma vaga. Alexander Wurz e Anthony Davidson são bons candidatos para o papel de europeu experiente, enqunato Ryan Hunter-Reay, Alexander Rossi e Jonathan Summerton são os jovens americanos mais cotados para uma vaga.

Campos Meta: A equipe de Adrian Campos segue o mesmo modismo nacionalista de Ken Anderson e Peter Winsdor, querendo pilotos espanhóis em seus carros. Mas a diferença entre a equipe dele e a USF1 é que eles têm pilotos experientes para escolher. Pedro de la Rosa tem as melhores chances, seguido por Marc Gené. O segundo pode ser preterido por algum novato da GP2 com bastante dinheiro, como Vitaly Petrov. Bruno Senna teria chances? Talvez, pois dinheiro ele tem, mas um de seus patrocinadores pessoais, a Embratel, iria querer colocar seu piloto na equipe patrocinada pela Telefonica?

Manor Grand Prix: esta equipe é a grande incognita para o ano que vem. Sinceramente, não sei nem se estarão no grid em 2010, muito menos quem serão seus pilotos. Lucas di Grassi, Bruno Senna, Vitaly Petrov, Takuma Sato, Giorgio Pantano, e por que não, Nelson Ângelo Piquet? Ouvi uma teoria que faz sentido, onde os Piquets teriam aberto a boca sobre o GP de Cingapura com a garantia de que Piquet teria uma vaga na Manor, afinal, alguém tem dúvida que a Manor é mais um peão do Mosley e do Donelly?

E você, o que acha? Onde vão estar os pilotos em 2010? A seção de comentários é sua para opinar.

GP da Europa – Como nos velhos tempos

Muitos consideraram o GP da Europa como entediante, processional e sonolento, mas não para a maioria dos brasileiros. Pela primeira vez, desde o GP dos Estados Unidos de 2005, tivemos apenas um representante na pista, e por mais irônico que seja, é um dos pilotos brasileiros mais criticado da história. Ele mesmo, Rubens Barrichello.

Rubens Barrichello rumo à vitória em Valência

Rubens Barrichello rumo à vitória em Valência

A missão parecia difícil. Impossível, alguns diriam, caso não acontecesse nada fora do comum. Mas Rubens Barrichello provou ontem, na pista, que não está fora da briga pelo título.

Com a primeira fila ocupada pelos carros prateados, dotados de seus poderosos KERS, o mais provável era que Rubens continuasse em terceiro, tendo de se preocupar mais com os carros atrás do que em ultrapassar Kovalainen ou Hamilton. Ao contrario de suas largadas desastrosas na Austrália e na Turquia, por exemplo, Rubens vem fazendo ótimas largadas ultimamente, o que o permitiu esboçar um ataque a Kovalainen na primeira curva, já que mesmo com o benefício do KERS, os pilotos da McLaren não puderam utilizá-lo de forma 100% efetiva devido à curta reta de largada do circuito valenciano. Com a porta fechada, Rubens recuou, evitando assim um possível toque com o finlandês.

Com o carro mais pesado e usando os pneus mais duros, a única coisa esperada de Barrichello seria que ele mantesse contato com Heikki, não deixando Lewis fugir muito. Conspiração ou não, ficou claro que Heikki não andou tudo o que podia no início da corrida, ficando 4 segundos atrás de Hamilton nas duas primeiras voltas, para depois imprimir um ritmo de corrida idêntico ao de seu companheiro de equipe até a sua primeira parada nos boxes.

Conforme os pneus macios das McLarens iam se deteriorando, ficava mais fácil para Rubens continuar na perseguição a Heikki. Quando Hamilton e Kovalainen param nos boxes nas voltas 17 e 18, respectivamente, Rubens tinha mais 3 voltas para colocar um ritmo de classificação, com pouco combustível no tanque e pneus relativamente bons. Com ar limpo à frente, Rubens mostrou o verdadeiro potêncial do BGP 001, sendo o primeiro a fechar uma volta abaixo da casa de 1:39. As três voltas nesse ritmo foram suficientes para ultrapassar Kovalainen e cortar a vantagem de Lewis Hamilton em mais da metade. E no segundo stint que tudo se decidiu.

Sentindo um pouco de instabilidade no carro, o engenheiro de Jenson Button decidiu trocar sua estratégia de pneus para duro-macio-macio. Quase dei um pulo do sofá, pensando “que troquem para o Jenson, mas não para o Rubens!” Não sou engenheiro, mas parecia óbvio que o desemepenho da Brawn era satisfatório com os pneus duros, podendo manter-se no mesmo ritmo da McLaren de Hamilton com pneus macios. E, graças a Deus, Rubens continuou com pneus duros.

O segundo stint foi uma sucessão de “provocações” entre Hamilton e Rubens. Nas voltas seguintes à saída de Rubens dos boxes, Hamilton conseguiu abrir sua vantagem em 1.5 segundos, aumentando para 4 no total, até que os pneus do carro de Rubinho atingiram a “window of operation” – a temperatura ideal para um bom funcionamento dos pneus. A partir daí foi uma luta de um para aumentar a vantagem e de outro para diminui-la. Quando um tirava 4 décimos em uma volta, outro colocava os 4 décimos de volta. Não teve ação na pista entre os dois, mas foi uma experiência tanto emocionante acompanhar os tempos com tanta apreensão. Rubens fez o que tinha de ser feito: não deixou Hamilton se distânciar, para então colocar algumas voltas de classificação e ultrapassar Lewis nos boxes. Parecia difícil, mas o destino deu uma ajudinha…

…Quando Hamilton entou nos boxes enquanto a equipe não o esperava. Segundo Martin Whitmarsh, houve um atraso na hora de avisar Hamilton para que ele estendesse sua parada em mais uma volta, pois quando a informação foi passada, Lewis já estava na entrada dos boxes, pegando os mecânicos de surpresa, sem os pneus a disposição. Uma parada que deveria demorar 6,5 segundos durou 12 – uma eternidade na Fómula 1.

Talvez tenha sido impressão minha, mas a reação de Jock Clear (engenheiro de Rubens) ao rádio, avisando Rubinho da parada antecipada de Hamilton tenha demonstrado que não foi apenas um atraso na comunicação: nem os caras da Brawn esperavam. Ouvir Jock gritando para Rubens no rádio foi de arrepiar…

“That’s it Rubens! Hamilton is in! Give me five qualifying laps! FIVE QUALIFYING LAPS!!!”

E Rubens fez, marcando tempos alucinantes em um ritmo frenético. Era visível como ele tirava tudo do carro a cada curva, passando a centimetros dos muros, para meu desespero e de todos os brasileiros que estavam torcendo por ele. O pneu voador de Nakajima levantou o medo de Safety Car na pista, apesar de ter ficado fora do traçado, o que levou o time de Brackley a adiar a parada de Rubens em duas voltas, para a volta 56, mas a esta altura já era suficiente para ficar à frente de Lewis. Naquele momento todas as atenções se voltavam para os mecânicos, torcendo para que eles não cometessem nenhum erro. E não fizeram – foram perfeitos.

Momento apreensivo

Momento apreensivo

A partir daí, era só administrar a vantagem de 6 segundos para Lewis durante as 14 voltas seguintes e esperar a bandeira quadriculada. Um tema da vitória especial (que eu, particularmente, não gostei), a décima vitória pessoal, a centésima da nação e uma lufada de ar fresco na briga pelo campeonato. Corrida perfeita por parte de nosso único representante na pista e vitória mais do que merecida. Parabéns Rubens!

O time de Brackley

O time de Brackley

O resto:

Dei com a língua nos dentes, de novo… três vezes! Apostei em Alonso para a pole, deu Hamilton. Apostei em Hamilton para a corrida, deu Rubens. Disse que Heidfeld ia terminar a frente de Kubica e foi o contrário. Vou dizer que o Kimi vai quebrar em Spa… assim talvez ele ganhe.

McLaren volta definitivamente ao pelotão da frente, mas ainda hão de melhorar caso queiram mais vitórias. Foi uma corrida atípica para a Red Bull e a Ferrari está desfalcada. A próxima prova será teste verdadeiro, onde as curvas rápidas do templo de Spa-Francorchamps deveriam salientar as deficiencias do MP4/24.

Corrida discreta, porém ótima de Kimi Räikkonen, sempre arrastando a Ferrari onde der. Terceiro foi mais do que bom, considerando a performance bem mais elevada da McLaren de Heikki Kovalainen. Pior é, como fã do piloto, ter que o ouvir o Reginaldo Leme vomitar asneiras (o que é difícil de ele fazer, diga-se de passagem) sobre o Iceman. Agora para ele tudo o que o Räikkönen faz é “circunstancial”. Francamente Reginaldo, sabemos que você é fã do Massa, do Hamilton e do Alonso, e que o Kimi ganhou seu campeonato justamente encima desses 3 pilotos, mas você é um comentarista da maior rede de televisão do país, que supostamente é séria e deveria ser mais imparcial, ainda mais quando detratar um piloto não tem nada a ver com os pilotos brasileiros, os quais eles devem sim exaltar.

Já o outro piloto da Ferrari… melhor nem falar. Rodou, andou sempre atrás e tomou um drive through por uma saída dos boxes completamente escrota. Eu queria, de coração, que ele fizesse uma boa participação, mas assim fica difícil… Tem muita gente de olho no lugar dele.

As Red Bulls pareciam estar correndo em outra categoria. Mark Webber se classificou mal e terminou a corrida mal, fora da zona de pontuação. Vettel, coitado, está numa zica incrível. Quando ele não faz besteira, o motor estoura. Assim fica difícil…

Kubica conseguiu um pontinho, finalmente. Gosto meio amargo, é claro. Quem estava disputando o título e chegou a liderar o mundial ano passado não pode ficar feliz por chegar em oitavo e marcar 3 pontos no ano.

Estréia boa de Romain Grosjean. Não fez nada demais, nem nada de menos. Andou pior do que Piquet andaria, é claro, mas é sua estréia na equipe e não podemos esperar mais dele do que ele fez.

A Fórmula 1 voltou mas a silly season continua cada vez mais forte, além dos rumores sobre a permanencia de uma certa equipe japonesa… Vamos falar sobre isso mais tarde.

Termino aqui este post imenso com a fala de Ross Brawn na mente, que mostra que o gênio da estratégia tem um carinho precioso com Rubens, desde seus tempos de Ferrari:

“Absolutely fantastic drive Rubens! It was just like the old days”

É, como nos velhos tempos…

Mais tarde (talvez a noite), as estatísticas!

Guilherme

Boatos e suas repercussões

Estava sentado em minha cadeira, durante o horário de serviço, quando meu irmão (sim, trabalhamos juntos) olha para mim e diz: “Tô vendo aqui que o Alonso vai pra Ferrari”. Virei minha cadeira e olhei para ele, com uma expressão de sarcasmo, e rebati: “Nem precisa me dizer… deve ser notícia do AS”. Dito e feito – a notícia era mesmo do jornal espanhol.

Fernando Alonso na Scuderia Ferrari?

Fernando Alonso na Scuderia Ferrari?

Não faz muito tempo desde que comecei a acompanhar a Fórmula 1 diariamente – apenas em setembro do ano passado eu consegui acesso em alta velocidade à internet (talvez, por essa pouca experiência, eu me encontro falando besterias em blogs e sendo corrigido constantemente). Desde então, venho acompanhando diariamente sites e blogs sobre o assunto, mas como todo leigo, comecei lendo portais de empresas não especializadas no assunto, e, conforme explorava mais a world wide web, fui descobrindo sites mais confiáveis. No fim, acabei deixando minhas antigas fontes de informação para trás.

Naquela época, eram quase diários os boatos do AS relatando a transferência de Alonso para os carros escarlates. O caso mais cômico deles foi a ‘republicação’ do boato (sim, pois esses boatos são tão iguais que parecem apenas uma cópia) logo após o anúncio da renovação do contrato de Kimi e Massa até o fim de 2010! O engraçado é que essas notícias só repercutiam em sites não especializados em Fórmula 1 (não querendo ‘dar nome aos bois’, mas o Terra ou o Globo Esporte, por exemplo), enquanto nossas ‘leituras diárias’, como o Autosport, por exemplo, nem cita tais notícias. Dessa vez não foi diferente – meu irmão estava vendo o site ClicRBS, a filial gaúcha da Rede Globo. Apressei-me para checar a notícia em um site confiável e acabei achando nada.

Não é preciso ser jornalista para perceber que essa história de Alonso na Ferrari é pura pressão da imprensa espanhola, alimentada pelos maus resultados de Kimi ano passado. Somado a isso está o suposto apreço da tifosi pelo espanhol, a apatia pelo jeitão frio e inexpressivo do finlândes e o patrocínio do Banco Santander à Ferrari. Mas mesmo que haja fatores a favor de Alonso na Ferrari, não passa de um boato veiculado pela imprensa espanhola, que, exatamente por ser espanhola, já dá motivos para desconfiar da veracidade das informações.

Não quero me prolongar nisso, pois é um assunto que me irrita. Ao invés da imprensa brasileira se focar em explicar aspectos técnicos do esporte (poderia me delongar aqui, mas esse assunto é tão grande que merece um post próprio) ou políticos, eles preferem alimentar especulações com mais teorias do que fundamentos.

O esporte já tem pouco espaço na nossa ‘mainstream media’, e eles ainda o disperdiçam dessa forma.

Coisas do páis do futebol…

Guilherme