Archive

Posts Tagged ‘Brawn GP’

GP de Abu Dhabi – mais um ‘palco’ para o ‘show’ (prévia)

Amanhã finalmente começa a ação na mais nova pista do calendário da Fórmula 1, o impressionante circuito de Yas Marina. Keith Collantine publicou em seu blog novas fotos da pista, e não foi surpresa ver que a maioria delas retratam o magnífico hotel no meio do autódromo ou as arquibancadas, enquanto poucas (se algumas) mostram novos ângulos do traçado.

Queremos ver o traçado ou um hotel que muda de cor?

Queremos ver um bom traçado ou um hotel que muda de cor?

A pista é, de fato, uma obra prima da engenharia e arquitetura. A ALDAR Properties, construtora líder nos Emirados Árabes Unidos, anunciou investimentos de mais de 72 bilhões de dolares nos próximos anos na ilha, visíveis na magnitude da estrutura, mas o layout da pista, o que realmente interessa, ainda é um típico Tilkedromo: chicane, reta pequena, hairpin, reta absurdamente longa, hairpin, reta absurdamente longa de novo, curvas quadradas, etc…

Porém, de todas as pistas do arquiteto alemão, esta parece que não será a pior, graças às “perfumarias” inéditas na categoria, como o hotel mega-luxuoso da foto que ilustra este post, ou a noite que cairá durante a corrida – pode não ser nada lógico do ponto de vista ambientalista, mas que será um espetáculo a parte, será!

Mas eu, infelizmente, não espero mais nada de Yas Marina além de ser mais um “palco” para o “show” da Fórmula 1 sedenta por entretenimento de massa. Espero que eu esteja errado…

Sendo uma pista nova, fica difícil prever um favorito, restando a nós basearmos nossos achismos em cima das performances relativas que presenciamos em pistas parecidas, mas o consenso geral é de que a McLaren (leia-se Lewis Hamilton) é franca favorita à vitória, com a Red Bull, Brawn e Ferrari (leia-se Kimi Räikkönen) disputando as outras posições mais altas.

Preste atenção durante a corrida em:

Red Bull: o time de Milton Keynes vem de duas vitórias seguidas, mas, apesar de serem configurações de pista totalmente diferentes, o RB5 deve vir forte também para Yas Marina – o quarto lugar de Vettel em Cingapura mostra que o carro também pode ser competitivo em pistas de curvas fechadas.

McLaren x Ferrari: dois gigantes do esporte relegados a disputar a terceira posição nos construtores. A equipe inglesa tem tudo para vencer os italianos nessa disputa: um carro mais desenvolvido, um ponto de vantagem na tabela e dois pilotos familiarizados com o carro.

O engraçado desta disputa é que a Ferrari já desistiu do campeonato faz tempo – o F60 foi abandonado em meados de julho, enquanto o MP4/24 foi desenvolvido até o final de setembro. Como se não bastasse, os rossos têm apenas um piloto (que vem fazendo um trabalho soberbo) desde o acidente de Massa na Hungria.

Agora imagine que este handicap para a Ferrari não existisse: com certeza os prateados só veriam a Ferrari quando eles parassem nos boxes, e provavelmente com o terceiro lugar garantido mesmo antes de Abu Dhabi.

Hamilton x Räikkönen: nem Button, nem Barrichello, nem Vettel e nem Webber. Os melhores deste ano foram, sem dúvidas, Hamilton e Räikkönen. Os dois mostraram diversas vezes do que verdadeiros campeões são feitos, mesmo com carros muito aquém de seus talentos. Carros estes que hoje nos possibilitam vê-los batalhando apenas pelo quinto lugar no campeonato. O inglês é favorito, tendo o finlandês de marcar dois pontos a mais que Hamilton para garantir esta posição à frente, que provavelmente garantirá também o terceiro lugar nos construtores de suas equipes.

Barrichello x Vettel: mesmo que o jovem alemão diga que “o segundo é o primeiro perdedor”, duvido que ele gostaria de perder esta para Barrichello. Com Button campeão, o time se volta inteiramente para selar um ano perfeito com Barrichello em segundo lugar, mas a visível decadência do BPG 001 pode atrapalhar os planos da equipe.

Fardo nipônico

Durante este ano, a cena mais comum de se ver na Fórmula 1 era a festa de um time cujos carros eram brancos e seus mecânicos se vestiam de preto. De um jeito dominante, aquele time conquistou oito vitórias no ano e sagrou-se campeão de ambos os títulos com uma corrida de antecedência.

Participando dos eventos sob uma licença britânica e sendo impulsionados por um motor alemão, as vezes até esquecemos que a Brawn GP é hoje o que um dia foi uma equipe japonesa chamada Honda. Mas teria o time obtido tanto sucesso se continuasse sob o controle japonês?

Honda testando um protótipo de asa dianteira em 2008

Honda testando um protótipo de asa dianteira em 2008

Fazendo uma analise profunda dos motivos para o sucesso do time, a resposta mais provável é “não”. Não por incapacidade da equipe travestida de mapa mundi, mas sim pelo fato de que seu maior trunfo – o efeito surpresa – seria anulado.

Apesar do time que hoje conhecemos por Brawn GP ter sido criado apenas semanas antes da primeira corrida do ano, o BGP001  já tinha quase 10 meses de gestação sob o nome de RA109. Passando toda a pré-temporada procurando por um comprador, a equipe conseguiu esconder seus segredos dos outros. Imaginando um cenário onde a Honda não tenha abandonado o esporte, o carro seria lançado no início de janeiro e iria para todas as baterias de testes coletivos. Assim, a saga dos difusores duplos começaria mais cedo, a aprovação da FIA viria mais cedo, e a concorrência alcançaria o time de Ross igualmente mais cedo. Alguns podem dizer que a Toyota e a Williams também tinham difusores duplos, mas é mais provável que ou eles não extraíram o máximo do dispositivo ou os motores da Toyota são verdadeiras bombas.

Mas por melhor que seja a aerodinâmica do carro, ele ainda é movido por um motor. E nessa “peça” residia talvez o mais crônico dos problemas de performance da Honda, e isso não é pura especulação: veja os resultados da equipe ano passado em “power tracks” como Spa e Monza, onde eles terminaram uma (ou quase uma) volta atrás.

A troca para os Mercedes foi, então, como se livrar de uma cruz que a equipe carregava nas costas. Os motores alemães já não eram mais frágeis como eram entre 2005 e 2006, e a velocidade da McLaren nos dois anos anteriores frente aos Ferrari demonstrava que a “usina” era uma das mais fortes da atualidade.

Apesar de o primeiro conjunto chassi-motor ter sido montado apenas no início de março, o casamento foi perfeito.

Somando o fator surpresa com o motor mais potente do grid, os resultados tendem a ser altos, como foram na primeira metade do campeonato, mas com certeza a equipe se beneficiou pelo fato de não estar mais atrelada à montadora japonesa. Com autonomia e competência, Ross Brawn pôde focar-se naquele que julgava ser o melhor caminho, e ninguém sabe mais do que ele por onde andar e no quê investir.

Caso fosse o contrário, Ross e Fry iriam dever resultados para a Honda e seriam forçados a investir em áreas que provavelmente não trariam o mesmo retorno – KERS é um exemplo. Teriam de engolir também, no lugar de Rubens Barrichello, Bruno Senna,  cuja performance com certeza não chegaria nem perto da do veterano.

Uma bênção.

É isso que foi a saída da Honda. Caso eles resolvessem continuar, o máximo que conseguiriam seriam duas ou três vitórias no início da temporada e lutariam pelo segundo lugar nos construtores com Ferrari, McLaren e Toyota, entrando em decadência na medida em que a temporada avançava. Já a Red Bull, sem concorrência, dominaria as tabelas.

Imprevisível, mas ao mesmo tempo óbvio: este era o potencial ‘escondido’ da Brawn GP, que veio à tona quando o fardo chamado “Honda” resolveu desligar a tomada de suas ambições na Fórmula 1.

Categorias:Opinião Tags:,

GP do Brasil – arrojo e ‘sorte de campeão’ asseguraram o título a Jenson

A corrida em Interlagos, como sempre, foi uma caixinha de surpresas. Apesar da probabilidade de 80% de chuva na região do autódromo paulista, não caiu uma gota sequer, facilitando a vida de Mark Webber para conquistar a segunda vitória em sua carreira. Contudo, quem tem mesmo motivos para sorrir é Jenson Alexander Lyons Button.

Massa dá a bandeirada para um novo campeão

Massa dá a bandeirada para um novo campeão

Um mix de sorte e competência marcou esta corrida do mais novo campeão mundial. Os acidentes de Kimi Räikkönen, Adrian Sutil, Jarno Trulli e Fernando Alonso renderam-lhe quatro posições “de graça” logo na primeira volta, somada à posição de Jaime Alguersuari que conquistou em pista. Somados todos os fatos, Jenson foi catapultado à nona posição antes do final da primeira volta.

A partir daí, Button foi ótimo. Apesar de ficar trancado pelo impressionante Kamui Kobayashi durante algumas voltas, Jenson conseguiu ultrapassagens essenciais e permaneceu dentro do limite necessário para levar o título para casa ainda em São Paulo.

Mas sorte não faltou ao jovem inglês – Vettel largou muito atrás para fazer qualquer ameaça e Rubens teve o pior dos azares com seus jogos de pneus. Seu segundo jogo de pneus médios pareceu não render tanto quanto o primeiro, mesmo quando o carro ficou mais leve. Não bastasse isso, Lewis Hamilton pressionou o brasileiro durante mais da metade do seu segundo stint. E como tudo que está ruim pode piorar, Rubens sofre um furo em um de seus pneus dianteiros, obrigando-o a fazer uma nova parada. O pódio do brasileiro se converteu em um oitavo lugar, e automaticamente no título do seu companheiro de equipe.

Destaques

Mark Webber: enquanto os outros se matavam lá na atrás, Webber caminhou tranquilo para sua segunda vitória. Assim como na Alemanha, Webbo foi rápido e preciso, abrindo vantagem suficiente para voltar de sua segunda parada à frente de Robert Kubica. Pena que sua reação no campeonato demorou demais…

Robert Kubica: primeiro pódio do ano para o polonês. Largando em oitavo, contou com o arranca-rabo de três pilotos à sua frente, mas ainda assim fez uma corrida bem sólida.

Kamui Kobayashi: meu guri! Segurou o campeão Button durante várias voltas e deu um lindo X no inglês, mostrando que é arrojado e tem velocidade. Talvez seja melhor salientar que esta é a primeira experiência de pista seca do rapaz em no bólido da Toyota. Uns dirão que ele pilotou em condições normais durante os testes da pré-temporada, mas o carro evoluiu demais desde então. Não há comparação. Que fique na Fórmula 1!

Sebastian Vettel: novamente, o baby Schumi mostrou que não sabe mesmo ultrapassar. Vai demorar quanto pra aprender?

Romain Grosjean: não acho adjetivos para descrever a corrida deste rapaz. Então eu vou com o mais próximo: terrível! Não consegui contar, mas acho que em apenas uma volta ele tomou três ultrapassagens, mais ou menos. Ficar com o Piquetzinho no time não era uma má idéia…

Brawn GP: Último, mas não menos importante. Se desse para escrever a história da equipe em um livro, ele seria popular na seção de contos da fadas, pois pela primeira vez na história, um time estreante é campeão de construtores! Está certo, com muitos yens da Honda, mas eles ganharam o título…

RESULTADO FINAL:

Piloto Equipe Tempo
Mark Webber Red Bull Renault 1:32:23.081
Robert Kubica BMW Sauber (+)7.6
Lewis Hamilton McLaren Mercedes (+)18.9
Sebastian Vettel Red Bull Renault (+)19.6
Jenson Button Brawn Mercedes (+)29.0
Kimi Räikkönen Ferrari (+)33.3
Sebastien Buemi STR Ferrari (+)35.9
Rubens Barrichello Brawn Mercedes (+)45.4
Kamui Kobayashi Toyota (+)63.3
10º Giancarlo Fisichella Ferrari (+)70.6
11º Vitantonio Liuzzi Force India Mercedes (+)71.3
12º Heikki Kovalainen McLaren Mercedes (+)73.4
13º Romain Grosjean Renault (+)1 Volta
14º Jaime Alguersuari STR Ferrari (+)1 Volta
15º Kazuki Nakajima Williams Toyota DNF
16º Nico Rosberg Williams Toyota DNF
17º Nick Heidfeld BMW Sauber DNF
18º Adrian Sutil Force India Mercedes DNF
19º Jarno Trulli Toyota DNF
20º Fernando Alonso Renault DNF

Os pilotos em alta no mercado

Keith Collantine começou em seu site um interessante debate sobre a “Silly Season”. Como todos sabem, o mercado de pilotos para o ano que vem está movimentadíssimo. Com quatro novas equipes (podendo até ser cinco, dependendo da situação da Renault) e as já existentes planejando trocas maciças em seus times, muitos assentos estarão vagos, e o que não faltam são interessados no trabalho. Muita especulação já estava sendo feita antes do acidente de Massa, e após o GP da Hungria as especulações dobraram em número, não faltando assunto para as férias da F1.

Quem pilotará para a Ferrari? Para onde vão os pilotos da BMW? Qual será a dupla de pilotos das novas equipes? E com o banimento dos testes, teremos “sangue novo” na Fórmula 1? Vamos analisar os casos, equipe por equipe.

Felipe? Kimi? Fernando? Michael? Robert? Quem pilotará para esta equipe em 2010?

Felipe? Kimi? Fernando? Michael? Robert? Quem pilotará para esta equipe em 2010?

Ferrari: nunca nos últimos anos nós vimos tantos pilotos interessados em sentar num dos carros escarlates, e é a decisão da equipe de Maranello que vai definir como todas as peças se encaixarão ano que vem. Até o GP da Hungria, a vaga de Kimi Räikkönen parecia muito ameaçada pela especulação de que Fernando Alonso assumiria seu lugar em 2010. Com o acidente do brasileiro, as coisas ficaram loucas para os lados da primeira garagem dos boxes…

Schumacher ameaçou voltar, o que não se contretizou. Não obstante, seu desejo de voltar a correr persiste. Luca di Montezemolo disse que lutaria para colocar três Ferraris no grid ano que vem, sendo um dos carros para Michael. E quem pilotaria os outros dois? Um deles está reservado para Felipe Massa, e o outro seria para Kimi Räikkönen ou quem quer que entre no lugar dele. Se analisarmos a situação, é mais provavel que Kimi pilote para a Ferrari ano que vem do que Schumacher ou Felipe. Os conspiradores dizem algo de incomum há nos exames de Felipe e que talvez ele não volte a correr tão cedo, o que eu não acredito, mas também não sabemos se Michael estará curado das dores no pescoço. Se a Ferrari conseguir alinhar três carros, é mais provavel que veremos Felipe, Kimi e Fernando nos cockpits.

O problema para o lado de Alonso é o escândalo que está se montando em torno da Renault. Muitos apontam o dedo para Briatore e Nelsinho, esquecendo que Alonso também estará envolvido até o pescoço no Conselho Mundial da FIA neste processo. Irá a Ferrari desejar um piloto envolvido em dois escândalos em dois anos? Mesmo que Alonso seja inocente, a situação é complicada, e nessa história quem aparece com mais força para o terceiro carro é Robert Kubica.

O polonês é o segundo na lista de especulações para substituir o substituto do substituto no GP da Itália, atrás de Fisichella. Do lado do italiano, estão as imensas dívidas que a Force India tem com a Ferrari, o que poderia levar Mallya e “emprestar” seu funcionario em troca de um desconto na dívida. Do lado do polonês, está o fato de ele não ter equipe para 2010. Se Kubica substituir Badoer, é bem provável que ele fique na equipe para pilotar o terceiro carro ou mesmo tirar um ano como piloto de testes, considerando que Badoer deixará seu cargo ao final do ano que Marc Gené tem grandes probabilidades de pilotar para a Campos Meta. Kubica poderia, então, tomar o lugar de Kimi em 2011, caso a equipe não renove com o finlandês, o que obviamente dependerá de como o Camepão Mundial de 2007 irá correr em 2010.

Caso a possibilidade dos três carros não seja concretize, espere para ver Massa e Kimi por mais um ano na Ferrari.

McLaren: também após o GP da Hungria, ficou claro que a dupla da equipe de Woking não permaneceria a mesma. Desde que entrou na Fórmula 1, o finlandês Heikki Kovalainen não fez jus às espectativas que se montaram ao seu redor. Mesmo pilotando o foguete que era o MP4/23, Heikki terminou o campeonato apenas na sétima posição, com quase metade dos pontos de Lewis Hamilton. Era óbvia a intenção de Ron Dennis de ter um escudeiro para Lewis, mas foi por conta de performances mediocres por parte de Heikki que a McLaren perdeu o mundial de construtores ano passado. Martin Whitmarsh já disse que Kovalainen tem que melhorar sua performance se quiser permanecer no time, mas parece cada vez mais difícil.

Norbert Haug faz pressão há anos para que a McLaren tenha um piloto alemão em um de seus carros, e já é sabido que Nico Rosberg é quem tem as melhores chances, e nem o piloto nega que está interessado em um dos carros prateados, mas a Williams já disse que quer manter o filho do Keke. Correndo por trás, estão Sutil e o futuro desempregado Nick Heidfeld.

Renault: com o suposto escândalo do GP de Cingapura, o futuro da equipe está mais incerto do que já era, podendo ser usado por Carlos Ghosn como pretexto para acabar com a Renault F1 Team, pois além dos altos custos, a equipe não está andando na frente e a imagem negativa de “trapaceira” será terrivel para a montadora francesa, que já está sofrendo de quedas nas vendas.

Se a equipe permanecer na categoria, sua dupla de pilotos dependerá exclusivamente da dupla de pilotos da Ferrari. Será muito dificil a equpe manter Alonso nos seus carros, mas o espanhol não tem mais para onde ir se não para Maranello. Caso fique na Renault e se meu “achismo” de Kubica na Ferrari esteja completamente errado, é bem provável que ele vá para a Renault, seja ao lado de Alonso ou Grosjean. Resta saber se o polonês quer correr pela montadora francesa, considerando que ele já fez parte do programa de jovens talentos da equipe, mas acabou não passando na malha-fina (que ironia…).

Williams: a equipe de Grove terá dois novos pilotos em 2010. Pelo menos é o que tudo indica. A ida de Nico Rosberg para a McLaren é quase certa e com o fim do contrato de fornecimento de motores entre a equipe e a Toyota, é quase impossível que Kazuki Nakajima se mantenha no time. Nico Hülkenberg é nome quase certo, sendo apontado por Sam Michael como concorrente à vaga. O alemão é piloto de testes da equipe, tem como empresário Willi Weber (o mesmo de Michael Schumacher) é o atual lider na GP2, podendo conquistar o título já na próxima corrida. Para a outra vaga, são candidatos os experientes Nick Heidfeld (que já correu pela equipe) e Heikki Kovalainen.

Red Bull: o time de Milton Keynes já anunciou que irá manter sua dupla até o final de 2010. Vettel estará no time até 2011 e tem opção de extensão de contrato para 2012.

Toro Rosso: é esperado que a equipe irá manter seus dois novatos, Sebastien Buemi e Jaime Alguersuari. Devido ao programa de jovens talentos da Red Bull, eles não encontrarão ninguém mais experiente mesmo…

Brawn GP: Ross Brawn já disse que está feliz com sua dupla de pilotos e não vê motivos para trocá-los. Com patrocinadores assegurados, a equipe não precisará mais de pilotos pagantes pelos próximos anos, o que é um balde de água fria para quem quer ver Bruno Senna na equipe.

Toyota: Outra “fujona”, assim com a Renault. A Toyota tinha como meta este ano a primeira vitória, e a falha em cumprir este objetivo pode ser traduzida como encerramento das atividades. Confirmando sua presença no mundial do ano que vem, dificilmente a equipe manterá Jarno Trulli. Timo Glock expressou um desejo de permanecer no time, o que deve acontecer, porém seu companheiro não deverá estar à altura – com esta indecisão sobre a participação do time, fica dificil atrair um piloto de ponta, o que lhes forçaria a buscar uma solução caseira: Kamui Kobayashi ou Kazuki Nakajima.

Force India: os rumores de que Fisichella irá para Ferrari, trabalhando como piloto de testes, estão muito fortes. O piloto pode ir para a equipe rossa como pagamento de dívidas, e a solução caseira seria o piloto de testes Vitantonio Luizzi. Tudo vai depender de como a equipe vai manter o italiano veterano…

USF1: Nenhum outro time na Fórmula 1 tem tantos nomes na lista, exceto a Ferrari. A equipe que queria uma dupla de yankees parece ter acordado do sonho americano, e falam abertamente sobre um piloto europeu (e experiente). Não faltam candidatos para nenhuma vaga. Alexander Wurz e Anthony Davidson são bons candidatos para o papel de europeu experiente, enqunato Ryan Hunter-Reay, Alexander Rossi e Jonathan Summerton são os jovens americanos mais cotados para uma vaga.

Campos Meta: A equipe de Adrian Campos segue o mesmo modismo nacionalista de Ken Anderson e Peter Winsdor, querendo pilotos espanhóis em seus carros. Mas a diferença entre a equipe dele e a USF1 é que eles têm pilotos experientes para escolher. Pedro de la Rosa tem as melhores chances, seguido por Marc Gené. O segundo pode ser preterido por algum novato da GP2 com bastante dinheiro, como Vitaly Petrov. Bruno Senna teria chances? Talvez, pois dinheiro ele tem, mas um de seus patrocinadores pessoais, a Embratel, iria querer colocar seu piloto na equipe patrocinada pela Telefonica?

Manor Grand Prix: esta equipe é a grande incognita para o ano que vem. Sinceramente, não sei nem se estarão no grid em 2010, muito menos quem serão seus pilotos. Lucas di Grassi, Bruno Senna, Vitaly Petrov, Takuma Sato, Giorgio Pantano, e por que não, Nelson Ângelo Piquet? Ouvi uma teoria que faz sentido, onde os Piquets teriam aberto a boca sobre o GP de Cingapura com a garantia de que Piquet teria uma vaga na Manor, afinal, alguém tem dúvida que a Manor é mais um peão do Mosley e do Donelly?

E você, o que acha? Onde vão estar os pilotos em 2010? A seção de comentários é sua para opinar.

GP da Bélgica – Prévia

Saindo da beleza plástica da pista valenciana, a Fórmula 1 chega a um dos maiores templos do automobilismo mundial, pista preferida de quase todos os pilotos e de uma beleza (real) de tirar o fôlego. Estamos falando de Spa Francorchamps…

Irá Kimi manter seu bom retrospecto no "templo"?

Irá Kimi manter seu bom retrospecto no "templo"?

Cravado no meio das colinas e florestas da região de Ardenas, o circuito de Spa-Francorchamps é um mito, uma lenda do automobilismo mundial, cujas curvas são lembradas em nome e traçado pela grande maioria dos fãs do esporte. Mesmo que hoje o traçado tenha menos da metade da distância da configuração original, a pista nunca perdeu sua identidade, que sempre consistiu de longas retas e curvas rápidas em meio às árvores e elevações de terreno, misturado à constante possibilidade de chuva.

E quem se dará melhor esse ano? Brawn? Red Bull? Kimi? Hamilton? Vamos analisar…

Red Bull: Como todos sabem, a pista é uma das mais rápidas do calendário, com varias retas e curvas de alta, e numa região onde geralmente se faz frio e chove. Essas condições são favoráveis aos carros da Red Bull, teoricamente. Mark Webber deve vir com força total, pois sabe que um bom resultado é fundamental depois do fraquíssimo desempenho em Valência, além de ter marcado pontos em Spa em todas as corridas que completou. Vettel deve estar indo para o “tudo ou nada”. Mesmo com apenas dois motores restantes para toda a temporada, prudência não é a melhor estratégia para quem está 25 pontos atrás do lider do campeonato. Ele teve uma ótima corrida lá ano passado, chegando em 5º com a Toro Rosso, e se chover as coisas estarão como ele gosta. Isso significa que a Red Bull irá dominar a corrida e a Brawn não irá aparecer? Não é assim que eu vejo…

Brawn GP: parece ter sido mais coincidência os resultados fracos da equipe nos frios GPs da Inglaterra e Alemanha. Foi lá que a equipe introduziu um pacote aerodinâmico que não vingou, o que se pode constatar no GP da Hungria, onde nem as altas temperaturas impediram uma performance apagada da equipe de Ross Brawn. Deveremos ver ela andando um pouco atrás da Red Bull, mas nada tão expressivo como foi na Alemanha. São favoritos ao pódio e, caso o clima belga nos contemple com pancadas de chuva (e consequentemente um troca-troca de pneus), podemos sim vê-los no alto do pódio.

Kimi Räikkönen: o finlândes venceu lá três vezes seguidas e por pouco ele não conquistou seu quarto trunfo consecutivo ano passado. É uma de suas pistas preferidas e nas últimas corridas nós vimos Kimi pilotando “com o interruptor ligado”. O Iceman parece motivado apesar do carro que tem e vai partir para cima nessa que pode ser a melhor chance da Ferrari (leia-se Kimi, pois Badoer não vai a lugar algum) ganhar uma corrida nesse ano.

Lewis Hamilton: a McLaren transformou seu carro, que era um fiasco de marca maior, em um legitmo vencedor, e o homem que propulsionou o carro à vitória foi Lewis Hamilton. Mas irá ele repetir a façanha na pista que teoricamente deve expor os defeitos do MP4/24? Irá o KERS ser util na largada com a curta reta até a La Source? Ou descarregá-lo na saída da Eau Rouge será mais eficiente? Talvez a McLaren não seja favorita a vitória, mas deverá roubar alguns pontos dos lideres do campeonato.

Perguntas, dúvidas, incertezas. Temos seis homens capazes vencer a corrida e só poderemos ter uma idéia melhor depois das 10 horas da manhã de sábado aqui no Brasil. O provável melhor GP do ano está se aproximando, e trás com ele momentos decisivos para o campeonato. Emoções não faltaram no Grande Prêmio da Bélgica.

Guilherme

GP da Europa – Como nos velhos tempos

Muitos consideraram o GP da Europa como entediante, processional e sonolento, mas não para a maioria dos brasileiros. Pela primeira vez, desde o GP dos Estados Unidos de 2005, tivemos apenas um representante na pista, e por mais irônico que seja, é um dos pilotos brasileiros mais criticado da história. Ele mesmo, Rubens Barrichello.

Rubens Barrichello rumo à vitória em Valência

Rubens Barrichello rumo à vitória em Valência

A missão parecia difícil. Impossível, alguns diriam, caso não acontecesse nada fora do comum. Mas Rubens Barrichello provou ontem, na pista, que não está fora da briga pelo título.

Com a primeira fila ocupada pelos carros prateados, dotados de seus poderosos KERS, o mais provável era que Rubens continuasse em terceiro, tendo de se preocupar mais com os carros atrás do que em ultrapassar Kovalainen ou Hamilton. Ao contrario de suas largadas desastrosas na Austrália e na Turquia, por exemplo, Rubens vem fazendo ótimas largadas ultimamente, o que o permitiu esboçar um ataque a Kovalainen na primeira curva, já que mesmo com o benefício do KERS, os pilotos da McLaren não puderam utilizá-lo de forma 100% efetiva devido à curta reta de largada do circuito valenciano. Com a porta fechada, Rubens recuou, evitando assim um possível toque com o finlandês.

Com o carro mais pesado e usando os pneus mais duros, a única coisa esperada de Barrichello seria que ele mantesse contato com Heikki, não deixando Lewis fugir muito. Conspiração ou não, ficou claro que Heikki não andou tudo o que podia no início da corrida, ficando 4 segundos atrás de Hamilton nas duas primeiras voltas, para depois imprimir um ritmo de corrida idêntico ao de seu companheiro de equipe até a sua primeira parada nos boxes.

Conforme os pneus macios das McLarens iam se deteriorando, ficava mais fácil para Rubens continuar na perseguição a Heikki. Quando Hamilton e Kovalainen param nos boxes nas voltas 17 e 18, respectivamente, Rubens tinha mais 3 voltas para colocar um ritmo de classificação, com pouco combustível no tanque e pneus relativamente bons. Com ar limpo à frente, Rubens mostrou o verdadeiro potêncial do BGP 001, sendo o primeiro a fechar uma volta abaixo da casa de 1:39. As três voltas nesse ritmo foram suficientes para ultrapassar Kovalainen e cortar a vantagem de Lewis Hamilton em mais da metade. E no segundo stint que tudo se decidiu.

Sentindo um pouco de instabilidade no carro, o engenheiro de Jenson Button decidiu trocar sua estratégia de pneus para duro-macio-macio. Quase dei um pulo do sofá, pensando “que troquem para o Jenson, mas não para o Rubens!” Não sou engenheiro, mas parecia óbvio que o desemepenho da Brawn era satisfatório com os pneus duros, podendo manter-se no mesmo ritmo da McLaren de Hamilton com pneus macios. E, graças a Deus, Rubens continuou com pneus duros.

O segundo stint foi uma sucessão de “provocações” entre Hamilton e Rubens. Nas voltas seguintes à saída de Rubens dos boxes, Hamilton conseguiu abrir sua vantagem em 1.5 segundos, aumentando para 4 no total, até que os pneus do carro de Rubinho atingiram a “window of operation” – a temperatura ideal para um bom funcionamento dos pneus. A partir daí foi uma luta de um para aumentar a vantagem e de outro para diminui-la. Quando um tirava 4 décimos em uma volta, outro colocava os 4 décimos de volta. Não teve ação na pista entre os dois, mas foi uma experiência tanto emocionante acompanhar os tempos com tanta apreensão. Rubens fez o que tinha de ser feito: não deixou Hamilton se distânciar, para então colocar algumas voltas de classificação e ultrapassar Lewis nos boxes. Parecia difícil, mas o destino deu uma ajudinha…

…Quando Hamilton entou nos boxes enquanto a equipe não o esperava. Segundo Martin Whitmarsh, houve um atraso na hora de avisar Hamilton para que ele estendesse sua parada em mais uma volta, pois quando a informação foi passada, Lewis já estava na entrada dos boxes, pegando os mecânicos de surpresa, sem os pneus a disposição. Uma parada que deveria demorar 6,5 segundos durou 12 – uma eternidade na Fómula 1.

Talvez tenha sido impressão minha, mas a reação de Jock Clear (engenheiro de Rubens) ao rádio, avisando Rubinho da parada antecipada de Hamilton tenha demonstrado que não foi apenas um atraso na comunicação: nem os caras da Brawn esperavam. Ouvir Jock gritando para Rubens no rádio foi de arrepiar…

“That’s it Rubens! Hamilton is in! Give me five qualifying laps! FIVE QUALIFYING LAPS!!!”

E Rubens fez, marcando tempos alucinantes em um ritmo frenético. Era visível como ele tirava tudo do carro a cada curva, passando a centimetros dos muros, para meu desespero e de todos os brasileiros que estavam torcendo por ele. O pneu voador de Nakajima levantou o medo de Safety Car na pista, apesar de ter ficado fora do traçado, o que levou o time de Brackley a adiar a parada de Rubens em duas voltas, para a volta 56, mas a esta altura já era suficiente para ficar à frente de Lewis. Naquele momento todas as atenções se voltavam para os mecânicos, torcendo para que eles não cometessem nenhum erro. E não fizeram – foram perfeitos.

Momento apreensivo

Momento apreensivo

A partir daí, era só administrar a vantagem de 6 segundos para Lewis durante as 14 voltas seguintes e esperar a bandeira quadriculada. Um tema da vitória especial (que eu, particularmente, não gostei), a décima vitória pessoal, a centésima da nação e uma lufada de ar fresco na briga pelo campeonato. Corrida perfeita por parte de nosso único representante na pista e vitória mais do que merecida. Parabéns Rubens!

O time de Brackley

O time de Brackley

O resto:

Dei com a língua nos dentes, de novo… três vezes! Apostei em Alonso para a pole, deu Hamilton. Apostei em Hamilton para a corrida, deu Rubens. Disse que Heidfeld ia terminar a frente de Kubica e foi o contrário. Vou dizer que o Kimi vai quebrar em Spa… assim talvez ele ganhe.

McLaren volta definitivamente ao pelotão da frente, mas ainda hão de melhorar caso queiram mais vitórias. Foi uma corrida atípica para a Red Bull e a Ferrari está desfalcada. A próxima prova será teste verdadeiro, onde as curvas rápidas do templo de Spa-Francorchamps deveriam salientar as deficiencias do MP4/24.

Corrida discreta, porém ótima de Kimi Räikkonen, sempre arrastando a Ferrari onde der. Terceiro foi mais do que bom, considerando a performance bem mais elevada da McLaren de Heikki Kovalainen. Pior é, como fã do piloto, ter que o ouvir o Reginaldo Leme vomitar asneiras (o que é difícil de ele fazer, diga-se de passagem) sobre o Iceman. Agora para ele tudo o que o Räikkönen faz é “circunstancial”. Francamente Reginaldo, sabemos que você é fã do Massa, do Hamilton e do Alonso, e que o Kimi ganhou seu campeonato justamente encima desses 3 pilotos, mas você é um comentarista da maior rede de televisão do país, que supostamente é séria e deveria ser mais imparcial, ainda mais quando detratar um piloto não tem nada a ver com os pilotos brasileiros, os quais eles devem sim exaltar.

Já o outro piloto da Ferrari… melhor nem falar. Rodou, andou sempre atrás e tomou um drive through por uma saída dos boxes completamente escrota. Eu queria, de coração, que ele fizesse uma boa participação, mas assim fica difícil… Tem muita gente de olho no lugar dele.

As Red Bulls pareciam estar correndo em outra categoria. Mark Webber se classificou mal e terminou a corrida mal, fora da zona de pontuação. Vettel, coitado, está numa zica incrível. Quando ele não faz besteira, o motor estoura. Assim fica difícil…

Kubica conseguiu um pontinho, finalmente. Gosto meio amargo, é claro. Quem estava disputando o título e chegou a liderar o mundial ano passado não pode ficar feliz por chegar em oitavo e marcar 3 pontos no ano.

Estréia boa de Romain Grosjean. Não fez nada demais, nem nada de menos. Andou pior do que Piquet andaria, é claro, mas é sua estréia na equipe e não podemos esperar mais dele do que ele fez.

A Fórmula 1 voltou mas a silly season continua cada vez mais forte, além dos rumores sobre a permanencia de uma certa equipe japonesa… Vamos falar sobre isso mais tarde.

Termino aqui este post imenso com a fala de Ross Brawn na mente, que mostra que o gênio da estratégia tem um carinho precioso com Rubens, desde seus tempos de Ferrari:

“Absolutely fantastic drive Rubens! It was just like the old days”

É, como nos velhos tempos…

Mais tarde (talvez a noite), as estatísticas!

Guilherme

GP da Europa – Classificação

Meio atrasado, eu sei. Peço perdão.

A Fórmula 1 volta depois de um mês, sendo duas semanas de recesso, mas nem isso impediu uma mudança brusca na ordem do grid.

Lewis Hamilton na pole

Lewis Hamilton na pole

A McLaren provou que não eram apenas as caracteristicas de Hungaroring que favoreceram a vitória no mês passado: um desenvolvimento monstruoso, tirando um carro da lama e colocando-o de cara pro vento. O MP4/24, que havia perdido a fama de “McLata” na última corrida, confirmou hoje que a equipe está de volta, com um carro quase 2,5 segundos mais rapido do que era no início do ano.

A segunda fila ficou por conta do pressionado Heikki Kovalainen, que parece ter gostado de trabalhar com a corda no pescoço – no momento em que a equipe dá o ultimato a ele, Heikki marca o segundo tempo. Ficou a impressão de que ele ia marcar a pole até se “afobar” nas duas últimas curvas, mas Hamilton ainda tinha mais uma volta na agulha, esperando apenas para puxar o gatilho…

Digna de nota também a forma da Brawn, que voltou a andar perto do que era até o GP da Inglaterra. Rubens Barrichello marcou o tempo mais rápido do fim de semana, durante o Q2. O curioso é que o único upgrade visivel do carro é um sheild na entrada do radiador. As outras mudanças foram downgrades mesmo. A equipe voltou atrás na sua linha de atualizações, trazendo partes aerodinâmicas antigas, e funcionou muito bem! Um ótimo comentário que eu li dizia que o BGP001 “era o carro mais bem nascido da história! Se mecher, estraga!” Rubinho marcou o terceiro tempo com uma boa carga de combustível no carro, até mais que seu companheiro de equipe, que vai largar quinto. Mesmo mais pesado, a missão parece complicada para Rubens Barrichello amanhã. Os carros à frente dele estão muito bem acertados e tem um KERS assassino da Mercedes…

A Red Bull parece ter perdido o brilho que teve nos GPs da Inglaterra e Alemanha, com Vettel em quarto, mas muito mais leve que Barrichello. Webber vem numa longínqua nona posição, mas com 10kg a mais de combustível que o companheiro de equipe.

Raikkonen trouxe um sabor meio-amargo para a Ferrari, com uma modesta sexta posição. Meio-amargo porque, se dependessem do Badoer, era melhor fecharem as portas. Realmente não dava para esperar nada do italiano, que não corre desde que eu comecei a ver corridas, não conhece direito o carro e muito menos a pista. Era visível como ele errava na última curva, contornando-a no meio da pista, quase estacionando o carro. Não era de se esperar mais, mas ficar a 1.5 de Jaime Alguersuari é um tanto… vergonhoso. Desejo tudo de melhor durante a corrida para o simpático italiano, e que seu “sonho de criança” perdure por mais corridas. Como torcedor da Ferrari, deveria estar arrancando os cabelos, pois com certeza a Ferrari terminará o ano em, no máximo 4º lugar entre os construtores, mas não me importo. Se o campeão do mundo Kimi Räikkönen tem dificuldades com o carro, quem seria um substituto a altura de Felipe? Alguns diriam que Schumacher teria feito o serviço, mas ele também ia armagurar um belo meio do grid.

Sobre o resto:

Minha aposta para a pole position, Fernando Alonso, mostrou que o R29 não se adaptou às ruas de Valência. Mesmo com pouco combustível, vai largar em oitavo.

Faltou força para a Force India (desculpem pelo trocadilho barato… não resisti!). Acabaram não mostrando o mesmo desempenho que mostraram no treino da manhã. A equipe de Vijay Mallya precisa urgentemente dos pontos: é a sua meta principal para este ano e seria um alívio em meio aos rumores sobre a debilitada saúde financeira da equipe.

Bom começo para Grosjean. 14º é lucro para o estreante, e me atrevo a dizer que Nelsinho não faria muito melhor. Que tenha uma boa corrida amanhã!

Button e BMW vão ganhar posts exclusivos… aguardem!

A expectativa para a corrida amanhã é óbvia: as McLarens vão voar na largada com seu poderos KERS. Rubinho terá de aproveitar bem as três voltas as mais de combustivel que tem para conseguir, no mínimo, o lugar de Kovalainen. É a chance de ouro para diminuir a imensa vantagem de Button e Webber, e, quem sabe, ultrapassar Vettel na tabela.

Vencedor? Caso tudo transcorra normalmente, ele já está definido…

...

...

Guilherme