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Archive for the ‘Especulações’ Category

Sorry guys…

Não, este post não é sobre Nelson Ângelo Tamsma Piquet Souto Maior. É mais uma desculpa pela falta de posts mesmo. A verdade é que o concurso vestibular está me matando, e bom, entre entrar na faculdade e ficar blogando, prefiro o primeiro. Cometi o pecado de não falar sobre a corrida, em nenhum aspecto – nem treinos, nem a corrida, nem as estatísticas. Não há sentido falar sobre isso hoje, depois de dois dias. Então, meus caros leitores (não sei quem são, só sei que existem) vamos falar das notícias “quentes” de hoje: o anuncio da “Lotus” como a 13ª equipe e o rebaixamento da BMW Sauber à possível 14ª.

Lotus em 2010?! Infelizmente não serão carros pretos com dourado

Lotus em 2010?! Infelizmente não será em preto e dourado

Não era novidade que a fabricante de carros malaia Proton, dona da marca Lotus, queria colocar seu nome da Fórmula 1, juntando o projeto da Litespeed de Mike Gascoyne com sua marca multi-campeã da Fórmula 1, apesar de ter apenas o nome.

O que é intrigante era o fato de que o grid para 2010 já estava “fechado”, com suas 13 equipes, logo, alguma teria de sair para a “fake Lotus” entrar. A vítima foi a BMW Sauber, e, curiosamente, o anuncio do comprador da equipe começou a circular na mídia três horas mais tarde. A FIA garantiu que irá se “consultar urgentemente com as equipes existentes considerando a introdução de uma mudança de regras apropriada para expandir o grid para 28 carros, a tempo do primeiro Grande Prêmio de 2010”. Esse comunicado soa mais cínico que o Alonso dizendo que não sabia de nada sobre o Renaultgate / Singaporegate / Crashgate / Nelsinhogate etc. Oras, pensemos…

A FIA anunciou que dará imunidade a Pat Symonds se ele contar tudo o que supostamente sabe. E o que isso tem haver? Simples: a temporada de caça ao Briatore está aberta. A família Piquet está lutando ferrenhamente para acabar com a carreira do vendedor de roupas italiano, e garantir imunidade a Symonds é o mesmo que fazê-lo deixar o lado do Briatore, e a ele não vão conceder imunidade nenhuma. Com Flávio sozinho nesta história, ele pode ser expulso e a Renault publicar um pedido de desculpas formal, porém esclarecendo que as atitudes tomadas no GP de Cingapura foram responsabilidade de Flávio, e, assim, sair de fininho da categoria, esperando que todos esqueçam o ocorrido e que a sangria da propaganda negativa estanque.

É sabido que das três novas equipes, a que tem maiores chances de se concretizar é a Campos Meta. A USF1, segundo dizem os rumores, não tem nem estrutura, e a Manor é a equipe mais obscura que já apareceu na F1 desde que eu comecei a seguir o esporte. Ou seja, há grandes chances de não vermos algumas delas (ou todas elas) no grid ano que vem.

Resumindo: entre Renault, USF1, Manor e Campos, uma deve sair, e aí entra a BMW Sauber (que talvez se chamará Qadbak Sauber), ou até as duas únicas equipes que mereciam estar alí e não estão: Epsilon Euskadi e Prodrive. Ao que tudo indica, não será necessária a 14ª vaga.

Por que a escolha da fake Lotus?

A escolha da Lotus é mais uma com apelo político da FIA: sendo uma equipe malaia, a intenção é aumentar a popularidade no país, que é notoriamente rico em petrodólares. O GP da Malásia nunca teve suas arquibancadas lotadas e isso deve encomodar Bernie Ecclestone, que aparenta ter muitos interesses naquele Grande Prêmio. Isso se deve à falta de popularidade do esporte no país, e, talvez com uma equipe de lá (que será bancada pelo governo malaio), os habitantes locais possam se interessar mais e assistir a corrida no autódromo, mas é realmente esse o caminho certo?

Quantos pilotos malaios você já viu na Fórmula 1? Somente Alex Yoong, que era lembrado mais pelas barbeiragens do que por qualquer outra coisa. Mas ao invés do governo bancar uma equipe, que custa bilhões ao longo dos anos, por que eles não criam programas de jovens talentos automobilisticos e organizam categorias de base de baixo custo para estimular a gurizada malaia? Se a intenção é aumentar a popularidade, estão no caminho errado…

No fim das contas, é tudo mais uma manobra política da FIA, dependendo do desenrolar do Crashgate. E vocês, meus poucos leitores, o que acham? Quem correrá ano que vem? Sintam-se bem-vindos na seção de comentários.

Os pilotos em alta no mercado

Keith Collantine começou em seu site um interessante debate sobre a “Silly Season”. Como todos sabem, o mercado de pilotos para o ano que vem está movimentadíssimo. Com quatro novas equipes (podendo até ser cinco, dependendo da situação da Renault) e as já existentes planejando trocas maciças em seus times, muitos assentos estarão vagos, e o que não faltam são interessados no trabalho. Muita especulação já estava sendo feita antes do acidente de Massa, e após o GP da Hungria as especulações dobraram em número, não faltando assunto para as férias da F1.

Quem pilotará para a Ferrari? Para onde vão os pilotos da BMW? Qual será a dupla de pilotos das novas equipes? E com o banimento dos testes, teremos “sangue novo” na Fórmula 1? Vamos analisar os casos, equipe por equipe.

Felipe? Kimi? Fernando? Michael? Robert? Quem pilotará para esta equipe em 2010?

Felipe? Kimi? Fernando? Michael? Robert? Quem pilotará para esta equipe em 2010?

Ferrari: nunca nos últimos anos nós vimos tantos pilotos interessados em sentar num dos carros escarlates, e é a decisão da equipe de Maranello que vai definir como todas as peças se encaixarão ano que vem. Até o GP da Hungria, a vaga de Kimi Räikkönen parecia muito ameaçada pela especulação de que Fernando Alonso assumiria seu lugar em 2010. Com o acidente do brasileiro, as coisas ficaram loucas para os lados da primeira garagem dos boxes…

Schumacher ameaçou voltar, o que não se contretizou. Não obstante, seu desejo de voltar a correr persiste. Luca di Montezemolo disse que lutaria para colocar três Ferraris no grid ano que vem, sendo um dos carros para Michael. E quem pilotaria os outros dois? Um deles está reservado para Felipe Massa, e o outro seria para Kimi Räikkönen ou quem quer que entre no lugar dele. Se analisarmos a situação, é mais provavel que Kimi pilote para a Ferrari ano que vem do que Schumacher ou Felipe. Os conspiradores dizem algo de incomum há nos exames de Felipe e que talvez ele não volte a correr tão cedo, o que eu não acredito, mas também não sabemos se Michael estará curado das dores no pescoço. Se a Ferrari conseguir alinhar três carros, é mais provavel que veremos Felipe, Kimi e Fernando nos cockpits.

O problema para o lado de Alonso é o escândalo que está se montando em torno da Renault. Muitos apontam o dedo para Briatore e Nelsinho, esquecendo que Alonso também estará envolvido até o pescoço no Conselho Mundial da FIA neste processo. Irá a Ferrari desejar um piloto envolvido em dois escândalos em dois anos? Mesmo que Alonso seja inocente, a situação é complicada, e nessa história quem aparece com mais força para o terceiro carro é Robert Kubica.

O polonês é o segundo na lista de especulações para substituir o substituto do substituto no GP da Itália, atrás de Fisichella. Do lado do italiano, estão as imensas dívidas que a Force India tem com a Ferrari, o que poderia levar Mallya e “emprestar” seu funcionario em troca de um desconto na dívida. Do lado do polonês, está o fato de ele não ter equipe para 2010. Se Kubica substituir Badoer, é bem provável que ele fique na equipe para pilotar o terceiro carro ou mesmo tirar um ano como piloto de testes, considerando que Badoer deixará seu cargo ao final do ano que Marc Gené tem grandes probabilidades de pilotar para a Campos Meta. Kubica poderia, então, tomar o lugar de Kimi em 2011, caso a equipe não renove com o finlandês, o que obviamente dependerá de como o Camepão Mundial de 2007 irá correr em 2010.

Caso a possibilidade dos três carros não seja concretize, espere para ver Massa e Kimi por mais um ano na Ferrari.

McLaren: também após o GP da Hungria, ficou claro que a dupla da equipe de Woking não permaneceria a mesma. Desde que entrou na Fórmula 1, o finlandês Heikki Kovalainen não fez jus às espectativas que se montaram ao seu redor. Mesmo pilotando o foguete que era o MP4/23, Heikki terminou o campeonato apenas na sétima posição, com quase metade dos pontos de Lewis Hamilton. Era óbvia a intenção de Ron Dennis de ter um escudeiro para Lewis, mas foi por conta de performances mediocres por parte de Heikki que a McLaren perdeu o mundial de construtores ano passado. Martin Whitmarsh já disse que Kovalainen tem que melhorar sua performance se quiser permanecer no time, mas parece cada vez mais difícil.

Norbert Haug faz pressão há anos para que a McLaren tenha um piloto alemão em um de seus carros, e já é sabido que Nico Rosberg é quem tem as melhores chances, e nem o piloto nega que está interessado em um dos carros prateados, mas a Williams já disse que quer manter o filho do Keke. Correndo por trás, estão Sutil e o futuro desempregado Nick Heidfeld.

Renault: com o suposto escândalo do GP de Cingapura, o futuro da equipe está mais incerto do que já era, podendo ser usado por Carlos Ghosn como pretexto para acabar com a Renault F1 Team, pois além dos altos custos, a equipe não está andando na frente e a imagem negativa de “trapaceira” será terrivel para a montadora francesa, que já está sofrendo de quedas nas vendas.

Se a equipe permanecer na categoria, sua dupla de pilotos dependerá exclusivamente da dupla de pilotos da Ferrari. Será muito dificil a equpe manter Alonso nos seus carros, mas o espanhol não tem mais para onde ir se não para Maranello. Caso fique na Renault e se meu “achismo” de Kubica na Ferrari esteja completamente errado, é bem provável que ele vá para a Renault, seja ao lado de Alonso ou Grosjean. Resta saber se o polonês quer correr pela montadora francesa, considerando que ele já fez parte do programa de jovens talentos da equipe, mas acabou não passando na malha-fina (que ironia…).

Williams: a equipe de Grove terá dois novos pilotos em 2010. Pelo menos é o que tudo indica. A ida de Nico Rosberg para a McLaren é quase certa e com o fim do contrato de fornecimento de motores entre a equipe e a Toyota, é quase impossível que Kazuki Nakajima se mantenha no time. Nico Hülkenberg é nome quase certo, sendo apontado por Sam Michael como concorrente à vaga. O alemão é piloto de testes da equipe, tem como empresário Willi Weber (o mesmo de Michael Schumacher) é o atual lider na GP2, podendo conquistar o título já na próxima corrida. Para a outra vaga, são candidatos os experientes Nick Heidfeld (que já correu pela equipe) e Heikki Kovalainen.

Red Bull: o time de Milton Keynes já anunciou que irá manter sua dupla até o final de 2010. Vettel estará no time até 2011 e tem opção de extensão de contrato para 2012.

Toro Rosso: é esperado que a equipe irá manter seus dois novatos, Sebastien Buemi e Jaime Alguersuari. Devido ao programa de jovens talentos da Red Bull, eles não encontrarão ninguém mais experiente mesmo…

Brawn GP: Ross Brawn já disse que está feliz com sua dupla de pilotos e não vê motivos para trocá-los. Com patrocinadores assegurados, a equipe não precisará mais de pilotos pagantes pelos próximos anos, o que é um balde de água fria para quem quer ver Bruno Senna na equipe.

Toyota: Outra “fujona”, assim com a Renault. A Toyota tinha como meta este ano a primeira vitória, e a falha em cumprir este objetivo pode ser traduzida como encerramento das atividades. Confirmando sua presença no mundial do ano que vem, dificilmente a equipe manterá Jarno Trulli. Timo Glock expressou um desejo de permanecer no time, o que deve acontecer, porém seu companheiro não deverá estar à altura – com esta indecisão sobre a participação do time, fica dificil atrair um piloto de ponta, o que lhes forçaria a buscar uma solução caseira: Kamui Kobayashi ou Kazuki Nakajima.

Force India: os rumores de que Fisichella irá para Ferrari, trabalhando como piloto de testes, estão muito fortes. O piloto pode ir para a equipe rossa como pagamento de dívidas, e a solução caseira seria o piloto de testes Vitantonio Luizzi. Tudo vai depender de como a equipe vai manter o italiano veterano…

USF1: Nenhum outro time na Fórmula 1 tem tantos nomes na lista, exceto a Ferrari. A equipe que queria uma dupla de yankees parece ter acordado do sonho americano, e falam abertamente sobre um piloto europeu (e experiente). Não faltam candidatos para nenhuma vaga. Alexander Wurz e Anthony Davidson são bons candidatos para o papel de europeu experiente, enqunato Ryan Hunter-Reay, Alexander Rossi e Jonathan Summerton são os jovens americanos mais cotados para uma vaga.

Campos Meta: A equipe de Adrian Campos segue o mesmo modismo nacionalista de Ken Anderson e Peter Winsdor, querendo pilotos espanhóis em seus carros. Mas a diferença entre a equipe dele e a USF1 é que eles têm pilotos experientes para escolher. Pedro de la Rosa tem as melhores chances, seguido por Marc Gené. O segundo pode ser preterido por algum novato da GP2 com bastante dinheiro, como Vitaly Petrov. Bruno Senna teria chances? Talvez, pois dinheiro ele tem, mas um de seus patrocinadores pessoais, a Embratel, iria querer colocar seu piloto na equipe patrocinada pela Telefonica?

Manor Grand Prix: esta equipe é a grande incognita para o ano que vem. Sinceramente, não sei nem se estarão no grid em 2010, muito menos quem serão seus pilotos. Lucas di Grassi, Bruno Senna, Vitaly Petrov, Takuma Sato, Giorgio Pantano, e por que não, Nelson Ângelo Piquet? Ouvi uma teoria que faz sentido, onde os Piquets teriam aberto a boca sobre o GP de Cingapura com a garantia de que Piquet teria uma vaga na Manor, afinal, alguém tem dúvida que a Manor é mais um peão do Mosley e do Donelly?

E você, o que acha? Onde vão estar os pilotos em 2010? A seção de comentários é sua para opinar.

A Fórmula 1 não é um esporte

Pelo menos é isso que o ministro dos esportes da Índia, M. S. Gill, pensa. O assunto é curioso e polêmico. Tive a mesmíssima discução com um colega de serviço esta semana e não conseguimos convencer um ao outro.

Mas a troco de que o ministro indiano proferiu esta pérola? Segundo ele, “A Fórmula 1 não é puramente um esporte. Ela é entreterimento e este empreendimento por parte da JKSP é uma iniciativa comercial. […] A corrida de F1 proposta não satisfaz as condições que focam no esforço para avantajar-se na competição com outros”.

O que podemos retirar desta declaração do ministro?

  • Ele provavelmente não entende nada de Fórmula 1 ou
  • Há algum jogo político por trás dos panos ou
  • O governo indiano não quer bancar GP da Índia, previsto para 2011

Sobre a primeira possibilidade, podemos dissecar todos os aspectos esportivos da Fórmula 1, dentre eles a extrema inércia (a conhecida força-g) que age sobre os pilotos a cada curva e freiada na pista, colocando o corpo em situações onde o peso do piloto é cinco vezes maior que o normal, para os lados ou para a frente. Agora imaginem isso centenas de vezes pelas mais de 60 voltas de uma corrida. Outro fator importante é o calor: em pistas como a do Bahrein, chega a fazer 60°C dentro do cockpit! Em outras como Hungaroring os pilotos chegam a perder 3 litros de água via suor. Não é preciso muito conhecimento para perceber que os músculos do corpo do piloto devem ser extremamente fortes para aguentar as cargas laterais durante 1 hora e meia, além de estarem sempre bem hidratados para poder resistir à perda brusca de água e peso do corpo sem passarem mal. Jenson Button compete em triatlons, Mark Webber compete no Desafio da Tasmânia (onde quebrou uma perna e o cotovelo este ano) e Jarno Trulli participa de maratonas, então não há duvidas que, no aspecto atlético, a Fórmula 1 está em um nível altíssimo, muito a frente de vários outros esportes.

Outra argumentação ridícula diz que “quem faz tudo é o carro”. Eu vejo isso como um simples desconhecimento do esporte em seus detalhes mais importantes. O que acontece é que quem está assistindo as corridas no conforto de seu sofá acaba vendo somente os pilotos e os mecânicos nos pit stops, dando a impressão de que a Fórmula 1 é um esporte individual, quando na verdade é um dos esportes onde a equipe é mais importante do que um indivíduo (o piloto, no caso), muito mais do que em vários outros esportes. Desde os aerodinamicistas e designers na fábrica, dos mecânicos nas garagens até os engenheiros no pitwall, a Fórmula 1 é um esporte em equipe por natureza. Cada time tem sua equipe de profissionais capacitados, preparados para achar um metodo de fazer o carro andar alguns décimos mais rápido, para fazer um pit stop circurgicamente preciso ou decidir a melhor estratégia durante a corrida. Veja bem, cada time tem sua equipe, o que configura competição no mais alto nível, dentro de um conjunto de regras iguais para todos. Se isso não é esporte, o que seria então?

Realmente eu não creio que o Ministro de Esportes e Juventude da Índia seja ignorante a esse ponto, por isso eu vejo seu depoimento como uma mera ameaça, embora alguns trechos (como quando ele diz que esporte e entreterimento são coisas exclusivas, sem conexão) sejam ridículos. Talvez haja pressão do governo contra o Grande Prêmio da Índia. Em maio de 2008 M. S. Gill assumiu o cargo no lugar de Mani Shankar Aiyar, depois dos planos para o GP da Índia serem lançados. É possível que o atual ministro seja contra o GP e esteja tentando criar terreno para acabar com os planos, mas o mais provável seja uma mensagem que pode ser lida como “nós não vamos bancar a corrida”.

O futuro da Force India parece cada vez mais frágil, com a equipe devendo montanhas de dinheiro para a Ferrari e Mercedes. Há fortes rumores indicando que David Richards possa comprar a estrutura da Force India para poder entrar com a sua Prodrive, o que poderia ser um balde de água fria nos organizadores do evento indiano. O esporte não é tão popular na Índia ainda, e a equipe de Vijay Mallya é uma importante ferramenta para difusão da Fórmula 1 no país. Também não há previsão de um piloto indiano na Fórmula 1, com os nomes de Vitaly Petrov e Nico Hulkenberg sendo muito mais cotados do que Karun Chandhok. Isso pode resultar em pouco público para o GP, o que acarreta prejuizo. Bernie Ecclestone cobra horrores para sediar um evento de F1 e não seria surpresa se os organizadores tivessem de pedir uma ajudinha do governo. Óbviamente a Índia deve se preocupar com outras coisas, como escolas, hospitais, segurança pública, estradas, saneamento, fome e etcetera. Nesse aspecto, defendo que um governo não subsidie um evento. É prejuizo para todos: o governo perde e a população perde, pois os preços dos ingressos sobem à estratosfera. Quem paga $1.500 para assistir a corrida, na verdade estará pagando $1.700 para assistir um evento financiado com dinheiro público, enquanto as ruas não estão asfaltadas e os hospitais lotados… e quem lucra com isso? Ele mesmo! Bernie Ecclestone!

Conclusão: a Fórmula 1 é um esporte sim, e o GP da Índia pode morrer antes mesmo de nascer.

Guilherme

Procurando por Empregados

O post foi originalmente escrito em 25/06/2009, no Grand Prix in Brazil

Agora que há pelo menos seis novos assentos disponíveis para 2010, as pessoas vão começar a pensar em quem serão os novos pilotos para a próxima temporada. Keith Collantine, autor do F1 Fanatic, aponta dez possíveis nomes para os trabalhos, enquanto Clive Allen da sua opinião em seu site. Mas, ao invés de nomear os pilotos para a próxima temporada, eu vou falar sobre os pilotos dos times atuais…

Takuma Sato pilotando pela Toro Rosso durante a pré-temporada

Takuma Sato pilotando pela Toro Rosso durante a pré-temporada

McLaren

Esta é provavelmente a última para Heikki Kovalainen. Talvez eu esteja levando as coisas para o lado pessoal, mas eu nunca vi o Kovalainen fazer alguma coisa que o faça merecer sentar em uma das Flechas de Prata. Inúmeras vezes Kovalainen nos mostrou que, mesmo com um bom carro, ele não consegue ser competitivo. Todos nós sabemos que o MP4-24 não o ajuda a nos mostrar seu potencial, mas mesmo quando ele estava pilotando o MP4-23 (um foguete, diga-se de passagem), ele fez pouco para merecer uma vaga no time para este ano. Os créditos para sua única vitória – o GP da Hungria do ano passado – vão para um motor Ferrari 056 quebrado. Do meu ponto de vista, Ron Dennis não queria nenhum piloto que pudesse brigar (nas pistas, óbvio) contra Hamilton dentro de sua própria garagem, assim estendendo o contrato de Kova por mais um ano. Mas, realmente, era necessário um piloto tão lento?

Renault

Provavelmente a última temporada para Nelson Ângelo Piquet Jr. também. Nós todos sabemos que é muito difícil ter um companheiro de equipe como Fernando Alonso, mas Piquetzinho andou abaixo dos limites do carro varias vezes e também fez alguns erros infantis (alguém aí se lembra de Cingapura?). Também acho inaceitável, para um piloto que corre no ápice do automobilismo mundial, dar desculpas do tipo “eu não conhecia muito bem a pista” ou um simples (e famoso) “sorry guys”. Um time como a Renault deveria procurar um piloto mais completo, não um guri carregado de patrocinadores com um nome tri-campeão mundial. Também sei que Piquet não é culpado sozinho na história. Se ele tivesse ficado mais tempo na GP2, talvez ele teria uma vida mais fácil na Fórmula 1. Agora já é tarde – seu nome já está manchado. Quem herdaria sua vaga? Romain Grosjean, na minha opinião.

Williams

Se eu acho que o Kovalainen vai sair da McLaren, quem vai substituí-lo? Bem, eu acho que o pessoal de Woking deveria olhar atentamente para a garagem da Williams. Nico Rosberg tem uma boa chance de dirigir o mesmo carro que Lewis Hamilton no próximo ano, se Heikki sair. Não sou um grande fã de Rosberg (eu odeio nepotismo na Fórmula 1. Por isso não gosto do Piquet, além do fato de eu achar ele ser ruim mesmo), mas eu reconheço que ele é um bom piloto e ele está, certamente, a procura de um time melhor que a Williams. Se a McLaren produziu um carro desastroso esse ano, espere para ver eles brigando com os grandes no próximo ano, e eu tenho certeza que Rosberg sabe que a McLaren estará viva de novo ano que vem… Seu sucessor mais óbvio é Nicolas Hülkenberg, mas, quem sabe…?

Já Kazuki Nakajima está numa posição confortável – enquanto a Toyota continuar fornecendo motores para a Williams. Eu tenho a mesma opinião que Clive Allen sobre o japonês e as estratégias do seu time: se ele pudesse largar mais leve (mas não tão leve quanto em Silverstone!), ele poderia brigar por sexto ou sétimo. Quem ele deveria temer? Kamui Kobayashi – outro piloto da Toyota

Toro Rosso

Não importa quantos títulos da Champ Car você ganhe, a Fórmula 1 é um mundo totalmente diferente. Não, essa mensagem não é para Sebastien Bourdais – é para Franz Tost. Se eu fosse ele, teria contratado Lucas di Grassi ou até mesmo Takuma Sato ao invés do francês. Nós todos sabemos que o cara é rápido, mas não na Fórmula 1. Ano passado, enquanto Vettel marcou 35 pontos (e uma vitória), Bourdais marcou 4, e sua posição mais alta ao final de uma corrida foi sétimo lugar. Desculpe ‘Sea Bass’, você deveria voltar para os Estados Unidos. Talvez você tenha mais sorte na NASCAR.

Quem herdaria o assento? Difícil dizer, pra falar a verdade. Como eu disse ali encima, eu ficaria com Lucas di Grassi ou até mesmo o Takuma

Force India

Fisico deve deixar o time de Vijay Mallya ao término deste ano. Talvez ele se aposente, mas ele ainda tem um resto de esperança nos novos times ano que vem, o que é uma vergonha – um piloto que subiu ao alto do pódio três vezes terminando sua carreira na Force India é deprimente. Se ele terminar na Campos, US F1 ou Manor, será ainda mais deprimente. Luizzi deve ser promovido a piloto titular.

Isso é o que eu acho sobre a troca de pilotos para o próximo ano, considerando os times existentes. Vamos ver o quanto disso se tornará verdade ano que vem.

Guilherme