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F1 Games – Nigel Mansell’s World Championship

Esconde-esconde, pega-pega, bolita, taco, bafo, jogar ovo podre no banheiro dos vizinhos pela janelinha… Toda criança que se preze já brincou disso, mas talvez o brinquedo mais marcante nas crianças da minha geração foi o videogame. Possibilitando ao jogador “viver” em um mundo que considere ideal, é apenas através de um videogame que as pessoas conseguem “realizar” seus sonhos mais malucos. No nosso caso, um jogo de Fórmula 1 é o mais próximo que muitos chegarão de participar de um Grande Prêmio.

Para mim, minha carreira de piloto começou no natal de 1995, quando ganhei o que era o Xbox da época: um Super Nintendo.

Mas eu tinha apenas 4 anos, e meu gosto por automobilismo ainda estava adormecido. Para ajudar, eu não tinha nenhum jogo de corrida, e apenas anos depois, quando eu troquei com um amigo minha fita do Mortal Kombat II pela dele do Top Gear, que conheci um jogo de corridas. E por muito tempo me diverti com ele…

Era muito comum a troca de fitas entre amigos, e, numa dessas, descobri um jogo de Fórmula 1, cujo nome era de difícil pronúncia para mim na época: Nigel Mansell’s World Championship. Não fazia idéia de quem era esse tal de Nigel Mansell, mas queria ver o jogo de qualquer forma.

Tela de apresentação

Tela de apresentação

Liguei a fita no aparelho e procurei o modo de jogo que queria (não sabia inglês, mas tinha uma baita sorte pra isso), e a próxima tela mostrou um globo com várias bandeiras ao redor – era a tela para escolher a pista. Fui direto na bandeira do Brasil, apesar de não saber o que era Interlagos. Escolhida a pista, é mostrado um desenho de um carro azul e amarelo… e mais desenhos que eu não entendia o que significavam. Cliquei no “Race” (isso eu sabia o que significava!), e a partir daí meu vício tomou novas proporções…

O jogo

Nigel Mansell’s World Championship retrata a temporada de 1992 (com esse título, não podia ser outra) do leão na Williams. Lançado em 1993, o jogo tinha duas versões: a japonesa e a ocidental, cujas diferenças estão apenas em nomes. Enquanto aqui no ocidente jogo terminava com “World Championship”, lá terminava com “F-1 Challenge”.

Ambas as versões tinham as mesmas doze equipes, mas não os mesmos doze pilotos – Ayrton Senna não era piloto da McLaren na versão ocidental, talvez por seus direitos de imagem valerem muito mais aqui do que lá na época, e em seu lugar colocaram Gerhard Berger. Os outros pilotos eram Schumacher (Benetton), Häkkinen (Lotus), Alesi (Ferrari), de Cesaris (Tyrrell), Suzuki (Footwork), Comas (Ligier), Wendlinger (March), Martini (Dallara), Katayama (Larrousse) e Modena (Jordan).

A força dos oponentes era bem proporcional à realidade: Berger e Schumacher incomodavam em todas as corridas, enquanto Modena conseguia tomar três voltas em corridas que não tinham mais do que sete…

Outro ponto positivo do jogo eram as pistas: as 16 da temporada estavam presentes, e todas muito bem retratadas: Interlagos, por exemplo, tem morros parecidos com os do Rio de Janeiro no horizonte, os boxes ficam na reta oposta (isso acontecia em todas as pistas) e há uma chicane antes da Descida do Lago…

"Interlagos"... sei...

"Interlagos"... sei...

Mas mesmo assim, é um jogo divertidíssimo, embora não pudesse fazer frente ao Ayrton Senna’s Super Monaco GP II, para Mega Drive.

Nigel Mansell’s World Championship cheira a nostalgia e saudosismo. Quem nunca jogou, procure a ROM e jogue em um emulador, e quem já jogou, tire a poeira de seu Super Nintendo e vá matar a saudade.

  1. Claudemir Freire
    17/10/2009 às 9:50

    Como em 1995 eu era um pouquinho mais velho que você já não jogava mais video game, nessa época estava a ponto de conhecer minha esposa, seria só mais um ano pra frente.

    Mas em 1983 conheci o frenesi dos games o Atari, que tinha o melhor jogo de corrida até então, Enduro, aquilo era coisa de doido, passar mais carros cada vez como menos tempo, era ótimo, me divertia muito com aqueles jogos bestas do console.

    Só voltaria a jogar em 2003 com o Gp4 ainda no MOD original, depois aprendi a fazer o update para as novas temporadas que me deixou muito entertido dutante algum tempo, mas em 2007 perdi a paciência, já entava com a idade avançada e meus filhos tinham mais prioridades nos jogos.

    O meu filho de 10 anos joga Rfactor e é muito bom no cart, na primeira vez que sentou a bunda em um, deu show fez até hit trak, e tinha crianças mais velhas e mais experientes, e não sou babão, e também ele não será piloto.

    Para você ver como mudam as coisas, eu tinha o Atari, você um Super Nintendo, ele tem PC e corre de cart com apenas 10 anos, algo que pra mim era impensado, até a forma de diversão muda com o passar dos anos.
    De quê seus filhos irão brincar ?

    • 18/10/2009 às 1:22

      De quê seus filhos irão brincar ?

      Até me assusta pensar nisso! Se a tecnologia que evolui nesa área de diversão pudesse ser expressa numa conta matemática, ela não seria uma PA, e sim uma PG! Então meu filho (que não pretendo ter tão cedo) poderá brincar com coisas inimagináveis hoje…

      Tá certo que kart é uma brincadeira cara, mas se seu filho tem talento, não vale a pena investir um pouco? =)

  2. Claudemir Freire
    20/10/2009 às 8:44

    O seu chará, meu filho Guilherme, parece ter talento, mas como você mesmo disse é uma brincadeira cara, e eu não vivo mais em SP estou na Bahia, e aqui é tudo complicado nesse sentido de Kart.

    Ele anda quando vai a SP de férias, não dá pra investir nisso, prefiro a Faculdade que sai mais barato, rsrsrsr.

  3. João Anderson
    20/10/2009 às 12:37

    Eu tenho certeza que o Claudemir sabe o que é melhor para o seu filho, mas às vezes me flagro imaginando quantos talentos o Brasil perde em situações como essa.
    Tenho certeza que se existisse um incentivo por parte do governo as coisas não fossem tão “complicadas”, como mencionou o nosso colega do blog, e o Brasil com certeza iria competir de igual para igual contra Cuba e EUA nas olimpíadas, teríamos mais títulos em Copas do Mundo, o automobilismo brasileiro seria muito mais forte (todos os nosso pilotos – os bons e os ruins – vieram de famílias com boas condições) e por aí vai.

    É como o Paulo Calçade, comentarista da ESPN, falou ao debater acerta da escolha do Rio como sede das Olimpíadas. O brasileiro não precisa de ESTÍMULO para praticar esportes. Ele disse que o brasileiro adora esportes ao ponto de se sacrificar pelos seus sonhos. O que estamos precisando são condições favoráveis para se desenvolver no esporte, e eu concordo plenamento com a opinião do Calçade.

  4. 20/10/2009 às 13:08

    O problema é que todo mundo almeija o topo em determinada carreira esportiva, mas no Brasil faltam categorias de base (com a exceção do futebol, que tem mediocres – porém existentes – categorias de base). Por isso o Brasil só consegue sucesso no futebol e no vôlei, enquanto engatinhamos na ginastica, atletismo, etc e etc.

    Quanto ao automobilismo, não dá pra negar que é um esporte elitista por natureza, e por mais favoráveis que fossem as condições, seriam poucos os praticantes. O problema é que nem isso temos… alguém sabe me dizer uma categoria de monopostos de baixo custo aqui no Brasil?!

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