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Ferrari: sonho de muitos, realização de poucos

Como esperado em todo o mundo da Fórmula 1, a Ferrari confirmou hoje qual piloto irá guiar o carro número 3 pelas lendárias retas de Monza: Giancarlo Fisichella

Olhem a expressão de felicidade da criança...

Olhem a expressão de felicidade da criança...

Giancarlo chega à Ferrari em alta, depois de uma soberba performance pelo traçado sagrado de Spa-Francorchamps. Segundo suas próprias palavras, “é um sonho que se tornou realidade”, saindo de um segundo lugar histórico em Spa para pilotar para a equipe de seus sonhos em casa – um italiano, pilotando para a maior equipe da história, que também é italiana, do Grande Prêmio da Itália, cercado pelos fanáticos tifosi, que há anos esperavam ver um piloto nacional de ponta em um dos carros rossos.

A saída do piloto da Force India não poderia ser mais amigável, com Vijay Mallya cedendo o piloto sem resistência. Isto mostra duas faces da Fórmula 1: o brutal mundo dos negócios e a honra e cavalheirismo de alguns homens neste esporte, virtude muito comum na época de Fangio, Brabham e Stewart, mas cada vez mais rara hoje em dia. Digo isso pois me surpreendi com a declaração de Vijay, onde ele dizia que “Para qualquer piloto italiano, uma vaga na Ferrari é um sonho antigo e para Giancarlo isso não foi exceção. Ninguém deveria ficar no caminho desse sonho. Além do mais, este acordo irá garantir um longo futuro de Giancarlo com a Ferrari e seria incorreto por isto em perigo, particularmente quando Giancarlo fez tal contribuição vital à Force India.”

Mallya também garantiu que o acordo em nada envolveu as imensas dívidas da equipe indiana com a Scuderia, mas cá entre nós, você acha que algum chefe de equipe romperia seu contrato com um piloto depois de uma performance espetacular assim, por pura camaradagem? Que o dono da “cervejaria-aérea” Kingfisher é boa gente, isso não há dúvidas, mas ele não seria filantropo a esse ponto. Certamente as dívidas não foram quitadas, mas diminuíram.

Não teria como o final de carreira do italiano terminar em melhor estilo – realizando seu sonho de infância. Depois de ficar na sombra de Fernando Alonso na Renault, Fisichella foi relegado a andar na rabeira do grid, com uma pífia Force India que corria com um obsoleto chassi Spyker F8-VII, defasado em um ano. Depois de uma completa reestruturação da equipe e uma parceria tecnológica com a McLaren Mercedes, a Force India parecia andar no caminho certo, e empurrando o time estava Giancarlo. Como recompensa pelo seu duro trabalho e motivação inabalada durante 14 anos de Fórmula 1, Fisico correrá as 5 corridas de sua vida até o final da temporada, e em 2010 será piloto de testes da equipe de Maranello. Como dizem, “hard work pays off”.

Pessoalmente, nunca fui fã do Giancarlo, mas como Ferrarista, desejo a ele meus insignificantes votos de sorte no Grande Prêmio da Itália, e que traga para a Ferrari e sua torcida apaixonada o melhor resultado possível.

Parabéns Fisico!

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