Início > Momentos do passado > Por que o GP da Bélgica é mágico (parte 2 de 4)

Por que o GP da Bélgica é mágico (parte 2 de 4)

Esse post vai precisar de 3 vídeos, pois a corrida teve vários momentos notórios. O ano era 1998, e para variar, a pista foi castigada pela chuva durante toda a corrida. Para quem gosta de ver acidentes na Fórmula 1, esta corrida foi um prato cheio.

Creio que todo mundo conhece o primeiro acidente deste GP, mas vou falar sobre ele, apenas para manter o costume. Parecia uma largada tranquila, apesar do clima impiedoso. Todos os carros contornaram a La Source tranquilamente, até que David Coulthard perde o controle de sua McLaren, supostamente em um toque com Eddie Irvine, bate no muro e rebate para o outro lado da pista, no caminho do pelotão que acelerava em direção a Eau Rouge. O “empilhamento” mais famoso da Fórmula 1 teve a ilustre participação de (além de Coulthard), Eddie Irvine, Alexander Wurz, Rubens Barrichello, Johnny Herbert, Olivier Panis, Jarno Trulli, Mika Salo, Pedro Diniz, Toranosuke Takagi, Ricardo Rosset, Shinji Nakano e Jos Verstappen. 13 carros!

Resultado: corrida parada até que a pista estivesse limpa, os carros reservas preparados e uma das batidas mais conhecidas da história!

O segundo vídeo também é algo que ninguém esquece. Disse Carlos Drummond de Andrade: “No caminho tinha um Coulthard. Tinha um Coulthard no meio do caminho”.

Não, não foi isso que ele disse, mas é uma adaptação perfeita para o que Schumacher pensou depois do ocorrido. Liderando confortavelmente, o Regenmeister estava pronto para dar uma volta em David Coulthard, que estava na oitava posição. A primeira tentativa veio na Les Combes, mas Coulthard não abriu caminho para o alemão, que o seguiu “pacientemente” até que o escocês o desse passagem. Coulthard decidiu abrir caminho na reta que leva à Pouhon, desacelerando o carro para que Schumacher pudesse passar. Até aí nada demais, se não fosse pelo fato de Coulthard não sair da linha de direção da pista. Devido à baixa visibilidade, Michael não conseguiu ver que Coulthard havia diminuído tanto sua velocidade, acertando em cheio a traseira da McLaren, arrancando sua roda dianteira direita e a asa traseira da McLaren de David. Chegando aos boxes, Schumacher foi direto à garagem da McLaren e agrediu verbalmente o escocês (e provavelmente seria fisicamente, se ele não fosse segurando por um mar de mecânicos), culpando-o e dizendo “ele estava tentando me matar!”.

Agora um menos lembrado, mas não menos cinematográfico. Fisichella enfia sua Benetton na traseira da Minardi de Shinji Nakano, no melhor estilo Schumacher-Coulthard do vídeo acima. Fisichella abandonou a prova, mas Nakano, assim como Coulthard, voltaram à pista depois de longos reparos em seus carros.

No próximo vídeo uma cena mais bonita e menos catastrófica… aguardem!

Guilherme

Anúncios
  1. Nenhum comentário ainda.
  1. No trackbacks yet.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: