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E alguém esperava o contrário?

Não havia noticia mais óbvia do que a que saiu hoje: a Renault irá colocar seus dois carros no grid de Valência.

Após liberar Fernando Alonso de seu primeiro pitstop em condições “inseguras”, a equipe Renault, como todos sabem, tomou uma punição um tanto severa para tal incidente, e foi banida da corrida seguinte, o GP da Europa.

Alonso e sua Renault manca

Alonso e sua Renault manca

A punição da Renault, somada ao acidente de Felipe Massa durante os treinos classificatórios, jogou uma sombra sobre o GP da Europa, casa de Fernando Alonso e sua torcida fanática. Um campeonato que esteve monótono até aqui, numa pista mais monótona ainda, e uma punição exageirada para a equipe do ídolo nacional – um verdadeiro desastre para os organizadores do evento. Se eles já haviam retirado algumas arquibancadas, deveriam começar a se preparar para retirar mais outras.

Até que veio Schumacher, enchendo todos nós com a esperança de ver o heptacampeão de volta para brigar com Lewis Hamilton e Sebastian Vettel, e voilá, a venda de ingressos dispara. Está tudo bem… eles não teriam o herói local na pista, mas poderiam ver o maior ícone do esporte em ação pela primeira vez. Até que…

… Nosso conto de fadas termina com as dores no pescoço de Michael. Era tudo o que ninguém queria: sem Felipe, sem Michael e sem Alonso. O GP da Europa tinha tudo para ser um desastre completo, um verdadeiro remédio para insônia.

Aí que entra a mão de nosso querido anão de cabelos brancos. Sim, ele mesmo, aquele que controla os direitos comerciais do esporte e nada deveria ter haver com as decisões da FIA. Veja bem, não deveria, mas como dizem por aí, “money rules everything”.

Vendo que a corrida poderia ser um fiasco de audiência, Bernie fez pressão para que a FIA voltasse atrás na decisão dos comissários, substituíndo a suspensão por um tapinha na mão, um “Renault boba e feia, não faça mais isso”, e uma multinha de $50,000. Pensemos…

-Caso a FIA não voltasse atrás, ficaria em questão sua já debilitadíssima capacidade de “distribuir” punições e seu modo arbritário e incoerente de interpretar as situações. Como exemplo, tem o caso do escapamento de Kimi no GP da França do ano passado, onde o Iceman andou todo um stint com o penduricalho batendo na carenagem de seu carro até que se soltou, podendo causar um acidente semelhante ao que ocorreu com Massa três semanas atrás. O que aconteceu com a Ferrari naquele caso? Nada, nadinha…

-Se voltasse atrás, como aconteceu, mostra sua fragilidade na hora de manter suas decisões quando o assunto é dinheiro. Cedeu à pressão dos organizadores, do Bernie, do Barack Obama, etc., passando pelo papelão de impor uma decisão para ser revertida pela corte de apelação.

A impressão que fica é que, depois de ter suspendido a equipe, não havia escolha certa. Qualquer decisão seria ruim para a FIA, mas entre as duas possíveis, eles tomaram a mais sensata, a menos danosa.

Mas agora temos de esquecer mais este FIAsco. Devemos nos focar na próxima notícia óbvia do momento: a confirmação de Romain Grosjean no carro nº 8.

Guilherme

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