Novo padrão de estupidez
Nós vivemos em um país tomado pelo fanatismo doentio e xiita quando o assunto é futebol. A importância que dão para este esporte aqui no “País das Chuteiras” (como alguns bradam com orgulho) é de proporções tão imensas que outros esportes acabam ficando nas sombras: natação, vôlei, basquete, atletismo, Stock Car e, claro, nossa querida Fórmula 1.
A parcela de tempo destinado para cobrir todos estes esportes é mínima: diria, sem medo de errar, que 85% do tempo é voltado à cobertura de futebol, e os outros 15% divididos entre todos os outros esportes.
No nosso caso, é simplesmente impossível depender da televisão para nos manter atualizados, já que a Fórmula 1 ganha tempo no Globo Esporte somente nas sextas-feiras de treinos livres e nas segundas após as corridas, salvo alguma notícia bombástica. Não é preciso ser inteligente para perceber que o tempo é irrisório.
Então, para nós entusiastas, o que nos resta é buscar informações na internet, onde podemos encontrar rapidamente informações confiáveis, análises precisas e especulações fundamentadas… claro, nos sites ingleses.
Porém, para aqueles que não dominam a língua de William Shakespeare, resta depender da fraca mídia especializada brasileira, onde nos deparamos novamente com o problema do futebol: os maiores portais de noticias sobre F1 são de mega-empresas de mídia que também dão uma atenção exagerada para o “esporte nacional”. Portais estes que nem sempre dão bolas dentro…
Mas hoje o Globo.com extrapolou todos os limites com esta matéria.
Clique no link (enquanto eles não arrumam a cagada que fizeram) e deleite-se: a matéria diz que uma Renault usada por Fernando Alonso para conquistar seu primeiro título estará em exposição em um lugar qualquer. Qualquer conhecedor espera ver um R25, mas acaba se deparando com duas bizarrices que em nada lembram o bólido de 2005.
O “R25″ do Globo.com tem uma asa dianteira nunca usada, uma asa traseira nas configurações de 2009 e não há badgeboards nem winglets, coisas que existiam em 2005. Confiram abaixo:
Se eles ainda fossem uma empresa amadora no ramo, era até aceitável, mas estamos falando da maior rede televisiva do Brasil e detentora dos direitos de transmissão em solo nacional que, querendo ou não, são influentes na mídia, em qualquer que seja a área. E com que credibilidade eles ficam? Quem entende do assunto vai rir da cara deles e passará a confiar menos em suas noticias, enquanto os que não entendem vão ficar menos entendidos sobre o esporte com estas informações errôneas.
Vergonha… isso é uma grande vergonha.
Agradecimento ao Claudemir Freire, que postou o link na seção de comentários do F1 Around e acabou me dando a idéia de fazer este post.




Comentários (raros)