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Sayounara

Dizem que dinheiro não compra amor… e pelo jeito também não compra vitórias na Fórmula 1. Ontem, em Tokyo (ou Tóquio, como preferirem), outra gigante da indústria automobilística, a Toyota, anunciou que terminará seus investimentos na categoria, com efeito imediato, se tornando a quarta mega-empresa a deixar o esporte em menos de 1 ano. Coincidência ou não, três delas são japonesas.

Toyota

Toyota: muito dinheiro e resultados aquém do esperado

Já não era segredo – o time ameaçava abandonar o barco há pelo menos uns três anos – e sinais deste destino não foram poucos: anuncio do primeiro balanço negativo no ano passado, indefinição dos pilotos para 2010, rescisão do contrato de fornecimento de motores com a Williams, nenhuma noticia sobre o “TF110″, resultados fracos comparados aos objetivos traçados para este anos.

Em oito anos na categoria máxima, a equipe foi a que mais gastou, seguramente ultrapassando a marca dos 3 bilhões de dólares. E se traçarmos um paralelo com os resultados obtidos, veremos que a equipe nipônica fez um trabalho vergonhoso, indigno do orçamento que tinha. Foram 139 GPs disputados, nenhuma vitória, 3 pole-positions, 278.5 pontos, 13 pódios, 3 voltas mais rápidas e insignificantes 66 voltas na liderança, tendo o melhor resultado nos construtores o 4º lugar em 2005.

Como desculpa, eles deram a mais óbvia: a perdas causadas pela crise mundial, mas será só isso?

Os resultados foram ruins. Demorou até 2005 para que a equipe ameaçasse disputar por uma vitória, quando conseguiu 3 pódios nas 3 primeiras corridas, mas a velocidade de desenvolvimento do carro era pequena, e isso significou que a Renault e a McLaren puderam disparar no campeonato. Quando a Honda assumiu a BAR em 2006, ficou ainda pior. Herdando um pouco da boa performance do time ao qual fornecia motores, e tendo em Rubens Barrichello e Jenson Button uma dupla de pilotos muito mais forte que Jarno Trulli e Ralf Schumacher, a Honda dominou sua concorrente do ramo automobilístico.

Talvez o que mantinha a Toyota na Fórmula 1 era o marketing que trazia a disputa com a rival. Mas com a saída da equipe ao final de 2008, sobrou para a Toyota disputar contra quem? Entre os dois maiores mercados da montadora (Estados Unidos e Japão), não havia nenhuma outra equipe. Competir contra BMW e Renault não trazia a mesma imagem, e mesmo assim não foram capazes de batê-los.

Mas montadoras vêm e vão de acordo com a vontade (e a profundidade dos bolsos) de seus dirigentes. Se a empresa estiver em uma boa época de vendas, ela vai precisar da Fórmula 1 para promover sua marca e aprimorar suas plataformas. Foi assim com a Mercedes, BMW, Renault e Honda, logo não seria uma surpresa ver a Toyota novamente na Fórmula 1… com um orçamento monstruoso, é claro.

Então, deveria o “sayounara” ser substituído por abayo?

GP de Abu Dhabi – Corrida? Que corrida?

O post vem com um atraso de dois dias, mas não faz mal – a demora é só para seguir no (lento) ritmo da corrida em Yas Marina.

Vettel: quinta vitória na carreira

Vettel: quinta vitória na carreira

Na verdade eu mal vi o “desfile”. Tinha ido ao centro da cidade buscar minha namorada às 10h30min. Demos sorte com o ônibus, mas minha casa fica a longínquos 35 minutos do centro. Resultado: perdi as duas primeiras voltas.

Perguntei a ela se ela queria mesmo assistir àquilo – eu sei que ela não acha interessante -, e ela disse que sim. Admiro a benevolência dela em se dispor a me acompanhar durante 1 hora e 40 minutos, vendo “carros dando voltas em uma pista”, como ela diz. Geralmente discordo dessa afirmação – “não são voltas, são corridas!” – mas dessa vez não tinha como discordar… foram apenas voltas.

Entre uma conversa e outra, uma olhada para a TV… e nada de interessante. Me voltava a ela, conversava mais um pouco, perdia umas duas voltas em um beijo, e olhava para a TV de novo… nada de interessante. Apenas Vettel se aproximava de Hamilton com o passar das voltas, indicando uma possível ultrapassagem nos boxes.

Parei para explicar a situação a ela, detalhe por detalhe, e por que Sebastian poderia sair na frente de Lewis, mas antes que tudo pudesse se comprovar, Whitmarsh manda Hamilton recolher seu carro para a garagem, com problemas nos freios.

- Feitooo! – eu disse.
- Pára de gritar no meu ouvido! – foi a resposta que tive. E voltei minha atenção a ela…

Eis que surge meu gato, chamando nossa atenção. Pulou no nosso colo, se contorceu, implorou por um cafuné. Era tudo o que eu precisava para não prestar atenção em mais nada do que acontecia em Yas Marina.

Esporadicamente, ouvia os berros de nosso locutor à mínima ação que acontecia em pista: Kobayashi realizando uma bela ultrapassagem em Button, mostrando a quê veio à Fórmula 1, e o pequeno duelo entre Webber e o campeão mundial – que foi absurdamente exaltado por Galvão Bueno, talvez até com um pouco de razão, considerando que a prova teve apenas três ultrapassagens…

E a isso se resumiu o GP de Abu Dhabi aos meus olhos: entre um cafuné e outro, uma conversa aleatória e outra, um beijo e outro, eu vi um arremedo de corrida em um lindo, imenso e chique kartódromo.

No fim a gente até esquece que o Vettel ganhou mais uma…

Resultado final:

Piloto Equipe Tempo
Sebastian Vettel Red Bull Renault 1:34:03.414
Mark Webber Red Bull Renault (+)17.8
Jenson Button Brawn Mercedes (+)18.4
Rubens Barrichello Brawn Mercedes (+)22.7
Nick Heidfeld BMW Sauber (+)26.2
Kamui Kobayashi Toyota (+)28.3
Jarno Trulli Toyota (+)34.3
Sebastien Buemi STR Ferrari (+)41.2
Nico Rosberg Williams Toyota (+)45.9
10º Robert Kubica BMW Sauber (+)48.1
11º Heikki Kovalainen McLaren Mercedes (+)52.7
12º Kimi Räikkönen Ferrari (+)54.3
13º Kazuki Nakajima Williams Toyota (+)59.8
14º Fernando Alonso Renault (+)69.6
15º Vitantonio Luizzi Force India Mercedes (+)94.4
16º Giancarlo Fisichella Ferrari (+)1 Lap
17º Adrian Sutil Force India Mercedes (+)1 Lap
18º Romain Grosjean Renault (+)1 Lap
19º Lewis Hamilton McLaren Mercedes Out
20º Jaime Alguersuari STR Ferrari Out
Piloto Equipe Tempo
Sebastian Vettel Red Bull Renault 1:34:03.414
Mark Webber Red Bull Renault (+)17.8
Jenson Button Brawn Mercedes (+)18.4
Rubens Barrichello Brawn Mercedes (+)22.7
Nick Heidfeld BMW Sauber (+)26.2
Kamui Kobayashi Toyota (+)28.3
Jarno Trulli Toyota (+)34.3
Sebastien Buemi STR Ferrari (+)41.2
Nico Rosberg Williams Toyota (+)45.9
10º Robert Kubica BMW Sauber (+)48.1
11º Heikki Kovalainen McLaren Mercedes (+)52.7
12º Kimi Räikkönen Ferrari (+)54.3
13º Kazuki Nakajima Williams Toyota (+)59.8
14º Fernando Alonso Renault (+)69.6
15º Vitantonio Luizzi Force India Mercedes (+)94.4
16º Giancarlo Fisichella Ferrari (+)1 Lap
17º Adrian Sutil Force India Mercedes (+)1 Lap
18º Romain Grosjean Renault (+)1 Lap
19º Lewis Hamilton McLaren Mercedes Out
20º Jaime Alguersuari STR Ferrari Out

GP de Abu Dhabi – mais um ‘palco’ para o ‘show’ (prévia)

Amanhã finalmente começa a ação na mais nova pista do calendário da Fórmula 1, o impressionante circuito de Yas Marina. Keith Collantine publicou em seu blog novas fotos da pista, e não foi surpresa ver que a maioria delas retratam o magnífico hotel no meio do autódromo ou as arquibancadas, enquanto poucas (se algumas) mostram novos ângulos do traçado.

Queremos ver o traçado ou um hotel que muda de cor?

Queremos ver um bom traçado ou um hotel que muda de cor?

A pista é, de fato, uma obra prima da engenharia e arquitetura. A ALDAR Properties, construtora líder nos Emirados Árabes Unidos, anunciou investimentos de mais de 72 bilhões de dolares nos próximos anos na ilha, visíveis na magnitude da estrutura, mas o layout da pista, o que realmente interessa, ainda é um típico Tilkedromo: chicane, reta pequena, hairpin, reta absurdamente longa, hairpin, reta absurdamente longa de novo, curvas quadradas, etc…

Porém, de todas as pistas do arquiteto alemão, esta parece que não será a pior, graças às “perfumarias” inéditas na categoria, como o hotel mega-luxuoso da foto que ilustra este post, ou a noite que cairá durante a corrida – pode não ser nada lógico do ponto de vista ambientalista, mas que será um espetáculo a parte, será!

Mas eu, infelizmente, não espero mais nada de Yas Marina além de ser mais um “palco” para o “show” da Fórmula 1 sedenta por entretenimento de massa. Espero que eu esteja errado…

Sendo uma pista nova, fica difícil prever um favorito, restando a nós basearmos nossos achismos em cima das performances relativas que presenciamos em pistas parecidas, mas o consenso geral é de que a McLaren (leia-se Lewis Hamilton) é franca favorita à vitória, com a Red Bull, Brawn e Ferrari (leia-se Kimi Räikkönen) disputando as outras posições mais altas.

Preste atenção durante a corrida em:

Red Bull: o time de Milton Keynes vem de duas vitórias seguidas, mas, apesar de serem configurações de pista totalmente diferentes, o RB5 deve vir forte também para Yas Marina – o quarto lugar de Vettel em Cingapura mostra que o carro também pode ser competitivo em pistas de curvas fechadas.

McLaren x Ferrari: dois gigantes do esporte relegados a disputar a terceira posição nos construtores. A equipe inglesa tem tudo para vencer os italianos nessa disputa: um carro mais desenvolvido, um ponto de vantagem na tabela e dois pilotos familiarizados com o carro.

O engraçado desta disputa é que a Ferrari já desistiu do campeonato faz tempo – o F60 foi abandonado em meados de julho, enquanto o MP4/24 foi desenvolvido até o final de setembro. Como se não bastasse, os rossos têm apenas um piloto (que vem fazendo um trabalho soberbo) desde o acidente de Massa na Hungria.

Agora imagine que este handicap para a Ferrari não existisse: com certeza os prateados só veriam a Ferrari quando eles parassem nos boxes, e provavelmente com o terceiro lugar garantido mesmo antes de Abu Dhabi.

Hamilton x Räikkönen: nem Button, nem Barrichello, nem Vettel e nem Webber. Os melhores deste ano foram, sem dúvidas, Hamilton e Räikkönen. Os dois mostraram diversas vezes do que verdadeiros campeões são feitos, mesmo com carros muito aquém de seus talentos. Carros estes que hoje nos possibilitam vê-los batalhando apenas pelo quinto lugar no campeonato. O inglês é favorito, tendo o finlandês de marcar dois pontos a mais que Hamilton para garantir esta posição à frente, que provavelmente garantirá também o terceiro lugar nos construtores de suas equipes.

Barrichello x Vettel: mesmo que o jovem alemão diga que “o segundo é o primeiro perdedor”, duvido que ele gostaria de perder esta para Barrichello. Com Button campeão, o time se volta inteiramente para selar um ano perfeito com Barrichello em segundo lugar, mas a visível decadência do BPG 001 pode atrapalhar os planos da equipe.

Onde foi que deu errado?

Disfaradamente, badgeboards e shields sempre estiveram ali.

Disfarçadamente, badgeboards e shields sempre estiveram ali.

A temporada de 2009 vai chegando ao fim e, montando uma retrospectiva em nossas mentes, ficamos com a impressão de que fomos enganados com uma promessa de Fórmula 1 mais emocionante, mais disputada. Entretanto, foi tudo uma mistura de propaganda enganosa com altas expectativas por nossa parte, o que gerou certa decepção.

As regras técnicas mudaram radicalmente com o propósito de “melhores corridas”, mas no fim o que tivemos foram carros feios e que continuam sensíveis aerodinamicamente.

Leia mais (atenção para um post nerd e extenso…)

Seria a raiva de Trulli justificável?

O acidente entre Trulli e Sutil nos presenciou com uma cena bizarra: Trulli, furioso, encheu Sutil de broncas, como se estivesse falando com um cachorro que mijou no tapete da sala. Assista ao vídeo abaixo.

Analisando o vídeo em cada segundo importante, podemos ver de quem foi a culpa, se é que foi de alguém em específico.

  • Aos 38 segundos, Kimi Räikkönen perde metade da asa em contato com Mark Webber.
  • Logo mais, aos 43 segundos, Sutil se aproxima rapidamente da Ferrari desfalcada de Kimi, tendo de frear para não acertar em cheio a traseira do finlandês. Isso possibilitou o ataque de Trulli a Sutil.
  • Aos 48, Trulli aparece no canto direito do vídeo. Ele já estava lado a lado com Sutil, mas o alemão não deu espaço para o italiano, que teve de colocar duas rodas na grama.
  • Aos 50 segundos, Sutil é abalroado por Trulli. Percebam que Sutil estava andando no meio da pista e não meche em sua direção em nenhum momento, ou seja, ele não forçou a batida com Trulli.

Ao que parece, os dois estavam errados. Sutil não deveria ter fechado tanto a porta para Trulli na saída da Descida do Lago, assim como Trulli não deveria ter atacado naquele momento, pois visivelmente não havia espaço suficiente – mesmo que ele ultrapassasse o Adrian, ele teria o Kimi bloqueando seu caminho.

Como o assunto é passível de interpretação, responda a enquete, diga quem você considera culpado e faça as considerações que desejar na seção de comentários.


GP do Brasil – arrojo e ‘sorte de campeão’ asseguraram o título a Jenson

A corrida em Interlagos, como sempre, foi uma caixinha de surpresas. Apesar da probabilidade de 80% de chuva na região do autódromo paulista, não caiu uma gota sequer, facilitando a vida de Mark Webber para conquistar a segunda vitória em sua carreira. Contudo, quem tem mesmo motivos para sorrir é Jenson Alexander Lyons Button.

Massa dá a bandeirada para um novo campeão

Massa dá a bandeirada para um novo campeão

Um mix de sorte e competência marcou esta corrida do mais novo campeão mundial. Os acidentes de Kimi Räikkönen, Adrian Sutil, Jarno Trulli e Fernando Alonso renderam-lhe quatro posições “de graça” logo na primeira volta, somada à posição de Jaime Alguersuari que conquistou em pista. Somados todos os fatos, Jenson foi catapultado à nona posição antes do final da primeira volta.

A partir daí, Button foi ótimo. Apesar de ficar trancado pelo impressionante Kamui Kobayashi durante algumas voltas, Jenson conseguiu ultrapassagens essenciais e permaneceu dentro do limite necessário para levar o título para casa ainda em São Paulo.

Mas sorte não faltou ao jovem inglês – Vettel largou muito atrás para fazer qualquer ameaça e Rubens teve o pior dos azares com seus jogos de pneus. Seu segundo jogo de pneus médios pareceu não render tanto quanto o primeiro, mesmo quando o carro ficou mais leve. Não bastasse isso, Lewis Hamilton pressionou o brasileiro durante mais da metade do seu segundo stint. E como tudo que está ruim pode piorar, Rubens sofre um furo em um de seus pneus dianteiros, obrigando-o a fazer uma nova parada. O pódio do brasileiro se converteu em um oitavo lugar, e automaticamente no título do seu companheiro de equipe.

Destaques

Mark Webber: enquanto os outros se matavam lá na atrás, Webber caminhou tranquilo para sua segunda vitória. Assim como na Alemanha, Webbo foi rápido e preciso, abrindo vantagem suficiente para voltar de sua segunda parada à frente de Robert Kubica. Pena que sua reação no campeonato demorou demais…

Robert Kubica: primeiro pódio do ano para o polonês. Largando em oitavo, contou com o arranca-rabo de três pilotos à sua frente, mas ainda assim fez uma corrida bem sólida.

Kamui Kobayashi: meu guri! Segurou o campeão Button durante várias voltas e deu um lindo X no inglês, mostrando que é arrojado e tem velocidade. Talvez seja melhor salientar que esta é a primeira experiência de pista seca do rapaz em no bólido da Toyota. Uns dirão que ele pilotou em condições normais durante os testes da pré-temporada, mas o carro evoluiu demais desde então. Não há comparação. Que fique na Fórmula 1!

Sebastian Vettel: novamente, o baby Schumi mostrou que não sabe mesmo ultrapassar. Vai demorar quanto pra aprender?

Romain Grosjean: não acho adjetivos para descrever a corrida deste rapaz. Então eu vou com o mais próximo: terrível! Não consegui contar, mas acho que em apenas uma volta ele tomou três ultrapassagens, mais ou menos. Ficar com o Piquetzinho no time não era uma má idéia…

Brawn GP: Último, mas não menos importante. Se desse para escrever a história da equipe em um livro, ele seria popular na seção de contos da fadas, pois pela primeira vez na história, um time estreante é campeão de construtores! Está certo, com muitos yens da Honda, mas eles ganharam o título…

RESULTADO FINAL:

Piloto Equipe Tempo
Mark Webber Red Bull Renault 1:32:23.081
Robert Kubica BMW Sauber (+)7.6
Lewis Hamilton McLaren Mercedes (+)18.9
Sebastian Vettel Red Bull Renault (+)19.6
Jenson Button Brawn Mercedes (+)29.0
Kimi Räikkönen Ferrari (+)33.3
Sebastien Buemi STR Ferrari (+)35.9
Rubens Barrichello Brawn Mercedes (+)45.4
Kamui Kobayashi Toyota (+)63.3
10º Giancarlo Fisichella Ferrari (+)70.6
11º Vitantonio Liuzzi Force India Mercedes (+)71.3
12º Heikki Kovalainen McLaren Mercedes (+)73.4
13º Romain Grosjean Renault (+)1 Volta
14º Jaime Alguersuari STR Ferrari (+)1 Volta
15º Kazuki Nakajima Williams Toyota DNF
16º Nico Rosberg Williams Toyota DNF
17º Nick Heidfeld BMW Sauber DNF
18º Adrian Sutil Force India Mercedes DNF
19º Jarno Trulli Toyota DNF
20º Fernando Alonso Renault DNF

Autódromo de Jeonnam em construção

O calendário do ano que vem terá duas provas a mais do que o deste ano: o ressurgente GP do Canadá no Circuito Gilles Villeneuve e uma etapa estreante, seguindo o atual clichê da F1: pistas asiáticas, em países sem um pingo de tradição no automobilismo, e desenhadas por Hermann Tilke.

Depois de desenhar sete autodromos, dá para perceber que ou a criatividade do arquiteto alemão está se esgotando, ou ele tem uma tara por marinas – suas últimas quatro pistas de Fórmula 1 (Valência, Marina Bay, Yas Marina e Jeonnam) estão à beira de marinas, talvez numa tentativa desesperada de emular Mônaco. Oras, o que faz uma pista é seu traçado e/ou sua tradição, não os iates atracados nas proximidades.

Veja algumas fotos (clique para ampliar as miniaturas):

Esquema renderizado do autódromo sul-coreano

Esquema renderizado do autódromo sul-coreano

Esta pista, na minha opinião, tem tudo para ser a mais sem graça já feita pelo Tilke. Repare bem e você verá como ela lembra o traçado de Sepang, com duas extensas retas em sucessão após longas curvas arredondadas.

No projeto não aparecem nem belas construções como em Abu Dhabi para embelezar o local. O marina deve fazer sua graça, mas não espere vê-lo lotado de embarcações chiques e mulheres bonitas como em Mônaco.

O projeto é sim um ótimo exemplo de o quão impressionante é a capacidade da engenharia – o canal e a ilha que aparecem no render são artificiais, e não é pouca a quantidade de terra que deverá ser retirada do local para formá-los.

Mas não há tradição, excitação e nem vida neste traçado. Infelizmente teremos de engolir, por alguns anos, mais um autódromo criado com o simples objetivo de ser bonito para gerar o “entreterimento” artificial da Fórmula 1 de Bernie Ecclestone.

Alguém aí animado para o Grande Prêmio da Índia?!

Kamui Kobayashi: a próxima vítima da Fórmula 1 sem testes?

Um corte na perna. Foi isso o que sofreu Timo Glock em sua batida nos treinos classificatórios para o GP do Japão… pelo menos era o que se pensava. Porém a Toyota anunciou ontem que, após mais exames realizados em sua terra natal, o piloto alemão não disputará o Grande Prêmio do Brasil devido a uma vértebra trincada/rachada (não foi divulgada em que região da coluna se encontra esta vértebra, mas é mais provável que seja na região torácica). Em seu lugar, correrá o reserva Kamui Kobayashi

Kamui Kobayashi em Suzuka

Kamui Kobayashi em Suzuka

A Fórmula 1 este ano está marcada por um grande número de pilotos, comparado ao pequeno número de equipes. Com Kobayashi, serão 25 nomes nas tabelas deste campeonato, sendo três deles novatos que caíram no meio do tiroteio sem nenhuma experiência nas costas… Grosjean, um desses novatos, já está tomando os primeiros tiros.

Isso é consequência da imbecilidade de cortar todos os testes durante o ano. Há anos que não há tantas vagas em equipes para o ano que vem, mas ao invés de novos nomes, tudo o que as especulações trazem são pilotos “idosos”, como Villeneuve e Alex Wurz. E os novos talentos que se ralem… Sem poder testar e se adaptar aos carros, estes inexperientes pilotos acabam por não mostrar todo seu real potencial.

Kamui, atual campeão da GP2 Asia, será mais um que cairá neste triturador chamado Fórmula 1. Sua única experiência com o TF109 foi nos treinos de sexta para o GP do Japão, onde ele (ironicamente) substituiu Glock, e até que não se saiu tão mal para um estreante – 12º entre 17 que treinaram naquele dia.

O problema para ele está em sua inexperiência em condições normais de corrida (pois aquele treino em Suzuka ocorreu debaixo de chuva) e desconhecimento da pista – como ele mesmo admite, só conhece Interlagos por “jogos de computador e televisão”. Kamui diz que não demorará muito até aprender o necessário sobre a pista, mas logo ele vai perceber que as ondulações no traçado paulista não estão no videogame.

Resta somente ver se Kamui sairá vivo ou morto desta jaula de leões, e como a Toyota lidará com seu primeiro piloto japonês a disputar uma corrida por eles.

GP da Bélgica – Um Kimi Räikkönen como nós o conhecemos

Kimi rumo à vitória, perseguido constantemente por um surpreendente Giancarlo

Kimi rumo à vitória, perseguido constantemente por um surpreendente Giancarlo

Mais uma vez o GP da Bélgica provou por que é o mais adorado do calendário: sem dúvidas, a prova mais emocionante do ano. Com um grid bem incomum, era natural que algumas surpresas acontecessem. Rubens Barrichello, com um carro muito leve, deveria rasgar atrás dos carros à frente para assumir o terceiro ou segundo lugar, já que era inevitável a futura liderança de Kimi Räikkönen, mas essa previsão acabou não se tornando realidade, quando a Brawn de Rubens entra em anti-stall e o piloto brasileiro cai para último no grid. Parecia que o pior para Rubens tinha se tornado realidade. Kimi aproveitou bem o estacionamento de supermercado que existe na saída da La Source, ultrapassando Trulli e Heidfeld, para logo depois deixar Robert Kubica para trás e posicionar-se atrás de Fisichella. Enquanto isso, alguns pilotos se matavam mais atrás…

O novato Grosjean toca em Jenson Button, que roda a fica parado na caixa de brita, enquanto o outro novato, Jaime Alguersuari, se atrapalha e bate em Hamilton, que vai direto ao encontro da barreira de pneus. O resultado são quatro carros fora da prova e Safety Car na pista. Bom para Rubens, que pode parar para colocar mais combustível e pode correr toda a prova com pneus duros. Rubens estava em último, justamente atrás de Trulli, famoso por ser difícil de ultrapassar, e do Badoer, lento mas armado com KERS. E esse mesmo KERS foi de vital importância, mas para o carro número 4. Quando o Safety Car entrou nos boxes, Fisichella não conseguiu despistar Kimi. O finlandês esboçou um ataque mesmo na freada da La Source, mas com toda sua frieza ele viu que a melhor chance era na Les Combes. Descendo até a Eau Rouge descarregando as baterias do sistema, Raikkonen manteve-se muito perto de Fisico, andando no vácuo da Force India por toda a Eau Rouge e apontando para o lado do italiano na curva Kemmel, pelo lado de fora – foi inevitável. A Ferrari saiu com muito mais velocidade na reta que leva à Les Combes. Kimi assumiu a liderança e parecia que dominaria a prova, como fez em 2007. Mas Fisichella mostrou que não era apenas uma carga leve de combustível que lhe deu a pole position ontem.

Enquanto isso, Rubens Barrichello retomava posições, ultrapassando Jarno Trulli, que estava com problemas nos setores 1 e 3, justo os melhores para se ultrapassar, e Luca Badoer, que não apresentou muita ameaça. Por um tempo, logo depois das primeiras voltas, a corrida ficou entediante, sem nada acontecendo. Kimi abriu perto de dois segundos de vantagem, mas Fisico manteve-se no encalço do finlandês, não deixando-o fugir muito. A briga pela vitória foi, desde o início, somente dos dois, pois Kubica ficava cada vez mais atrás. Parando juntos, nenhum dos pilotos teve vantagem sobre o outro, deixando tudo para se resolver na pista, e Kimi ainda teve sua parada atrapalhada pelo transito de carros que passavam pelo box da Ferrari no momento da saída do finlandês, sendo segurado pelo mecânico até que o caminho estivesse livre. E isto foi exatamente o que o mecânico da Red Bull não se preocupou em fazer na hora de liberar Mark Webber. O australiano saiu na cara de Nick Heidfeld, e por muito pouco não houve um toque dentro dos boxes, o que resultou em um drive through para Mark. Rubens agradeceu.

Ao fim, todas as atenções se voltavam para o trio da frente, Kimi, Fisico e Vettel. Enquanto os dois da frente estavam rigorosamente iguais em questão de tempos, Vettel vinha voando atrás, descontando meio segundo por volta dos dois líderes, mas no fim, nada mudou: Fisico continuou pressionando Kimi até o fim e Vettel teve de se contentar com o terceiro lugar.

Dito isto, alguns pitacos individuais:

Kimi Räikkönen: um ano e 5 meses. Foi esse o tempo que Kimi ficou sem beber sua Mumm do lugar mais alto do pódio. Claramente, Räikkonen é o atual dono de Spa. Nenhum outro piloto guia através das colinas e florestas Ardenas com tanta autoridade como o finlandês. É sua quarta vitória aqui e quase foi a quinta. Os únicos pilotos que venceram mais vezes o mesmo número de vezes do que ele em Spa Francorchamps foram as maiores lendas de suas épocas: Jim Clark (com quatro vitórias), Ayrton Senna (com 5 vitórias) e Michael Schumacher (com 6 trunfos).

Kimi trouxe à Ferrari a tão sonhada e inesperada vitória em 2009, o que com certeza é um alívio para a equipe e para eu também, como fã tanto da Scuderia como do Iceman. Corrida perfeita de um Räikkönen como nós o conhecemos em seu início de carreira. Está de parabéns.

Giancarlo Fisichella: mas foi mesmo Kimi o nome da corrida? Não, com certeza não. Este foi Giancarlo Fisichella, que mostrou por que os veteranos ainda continuam guiando um Fórmula 1. Foi preciso durante toda a corrida, o que tem sido seu hábito desde que entrou na Force India, e manteve-se perto de Kimi o tempo todo, pressionando-o. O objetivo de Vijay para este ano – os primeiros pontos – finalmente foi alcançado depois de tanto “bater na trave”, e não poderia ter sido de um modo mais honroso: com um pódio. Tá, poderia ter sido melhor sim, pois a vitória estava a apenas 9 décimos de distância, mas o segundo lugar está ótimo. Foi um feito para não esquecermos.

Esperem mais da Force India este ano, mas não necessariamente com Giancarlo no cockpit – não seria surpresa se ele substituir o substituto na Ferrari.

Sebastian Vettel: largou mal, mas conseguiu se recuperar e saiu de um fraco 8º lugar para o degrau mais baixo do pódio. Vettel mostrou que o RB5 poderia andar bem em Spa sim, mas não era tão superior como todos imaginavam. Agora ele ultrapassou o companheiro de equipe na tabela e está a 3 pontos de Barrichello e 19 de Button. Sinceramente, duvido que seja campeão, ou mesmo que chegue em segundo lugar, mas continuará sendo uma pedra no sapato da Brawn.

Rubens Barrichello: largada péssima. Está na hora de averiguar se o problema do anti-stall é do carro ou se é erro de Barrichello mesmo. É a terceira vez que acontece esse ano, o que me leva a crer se Barrichello tem sua parcela de culpa nisso. Mas sua corrida de recuperação foi ótima, conseguindo algumas belas ultrapassagens na Les Combes e protagonizando o momento da prova: ultrapassou Mark Webber na Blanchimont por fora! Tem que tem muito “balls” para fazer isso! Creio que além de mim, muitos outros levantaram do sofá quando viram a ultrapassagem de Rubinho.

Mark Webber: vinha bem até ser penalizado com o drive through, o que eu acho uma injustiça. Não com Mark, mas com todos os que tomam punições iguais a essa, mas se a FIA já começou a punir os pilotos assim, que se mantenha assim então. Depois daquilo, praticamente sumiu na prova. Não pontua há duas corridas e suas chances de título estão cada vez mais improváveis.

BMW: do fundo do poço para um quarto e quinto lugares. Não que seja ótimo – era no mínimo a obrigação deles para esta temporada. Não será a redenção dos bávaros, mas dimiui um pouco a vergonha.

Spa Francorchamps: nenhuma outra pista este ano teve tantas ultrapassagens quanto em Spa. Era só ver como os carros se seguiam de perto pela Eau Rouge para perceber que as mudanças de regulamento técnico serviram para alguma coisa, mas o que não ajuda são as pistas! Abandonem os Tilkedromos e criam mais pistas como Spa já, onde mesmo sem chuva temos corridas emocionantes.

O campeonato continua aberto, mas Jenson Button agredece pelo sexto vencedor diferente nas últimas 6 corridas. Enquanto isso, aguardamos anciosamente o Grande Prêmio da Itália, no outro templo do automobilismo mindial…

Logo mais à tarde as estatísticas, e abaixo, o resultado da prova.

RESULTADO DA PROVA:

Driver Team Time
1st Kimi Räikkönen Ferrari 1:23:50.995
2nd Giancarlo Fisichella Force India Mercedes (+)0.9
3rd Sebastian Vettel Red Bull Renault (+)3.8
4th Robert Kubica BMW Sauber (+)9.9
5th Nick Heidfeld BMW Sauber (+)11.2
6th Heikki Kovalainen McLaren Mercedes (+)32.7
7th Rubens Barrichello Brawn Mercedes (+)35.4
8th Nico Rosberg Williams Toyota (+)36.2
9th Mark Webber Red Bull Renault (+)36.9
10th Timo Glock Toyota (+)41.4
11th Adrian Sutil Force India Mercedes (+)42.6
12th Sebastien Buemi STR Ferrari (+)46.1
13th Kazuki Nakajima Williams Toyota (+)54.2
14th Luca Badoer Ferrari (+)88.1
15th Fernando Alonso Renault Out
16th Jarno Trulli Toyota Out
17th Jenson Button Brawn Mercedes Out
18th Romain Grosjean Renault Out
19th Lewis Hamilton McLaren Mercedes Out
20th Jaime Alguersuari STR Ferrari Out

GP da Bélgica – Classificação: A volta dos veteranos

Pole de Giancarlo: um feito que ficará gravado na história

Pole de Giancarlo: um feito que ficará gravado na história

A pista de Spa-Francorchamps, além de ler linda e mística, destaca-se por nos proporcionar com emoções verdadeiras e surpresas, justamente o que não acontece nos Tilkedromos e outras pistas de autorama no calendário da F1. Toyota, que impressionou no início do ano, mas depois entrou num declive de performance vertiginoso e a BMW, a vergonha do ano no grid, andaram num ritmo forte o tempo todo, e as gigantes de um tempo atrás, Red Bull, McLaren, Brawn e Ferrari deixaram a desejar. A McLaren, que amedrontou os interessados na terceira posição do campeonato de construtores, andou apagada. Ninguém esperava muito, pois teoricamente o MP4/24 não se adapta às curvas rápidas do circuito belga. A Red Bull, maior favorita, considerada como o benchmark da prova, andou como andava ano passado – bem meia-boca e quando passava do Q2 era para pegar as últimas posições do Q3. A Ferrari até que fez o que pode correndo apenas com Kimi Räikkönen, mas se esperava mais do homem que quase venceu quatro vezes seguidas. Tá, tinha o Badoer, mas esse devia estar correndo de Fórmula 2…

Button está sentindo mais pressão do que o Hamilton em 2007. Está andando mal, muito mal para quem ganhou 6 das 7 primeiras corridas. Parece que ele esqueceu sua precisão e regularidade cirúrgicas, marcas do início da temporada, num hotel em Istambul. Está se classificando muito mal e começa a perder a cabeça com provocações da mídia sensacionalista inglesa. 14º é um resultado pífio, inaceitável eu diria, para quem quer ganhar o título mundial. Usando suas palavras Button, “why the fuck are you there?”

Mas ah, Spa-Francorchamps é mesmo uma maravilha, não é? Onde mais você esperaria uma Force India na pole position, ainda mais com pista seca? Não importa se ele está apenas com o vapor do combustível no tanque, o que Fisichella fez hoje entrará para a história, assim como a pole e vitória de Vettel com uma STR em Monza ano passado. Depois dessa, alguma dúvida que ele irá substituir Massa na Ferrari?

E nas quatro primeiras posições temos os mais “aposentados” do grid. Fisichella em primeiro, Trulli em segundo, Heidfeld em terceiro e Rubens em quarto. Uma média de idade de 35 anos entre os quatro primeiros. Está cada vez mais claro que os veteranos ainda têm muito o quê mostrar.

A BMW parece até outra equipe, com Heidfeld em terceiro e Kubica em quinto, mas ainda há de se ver se irão converter o ritmo de treino em ritmo de corrida.

Ruim para Rosberg, que vai largar em 10º sem poder alterar a carga de combustível. Talvez não o veremos na quinta ou quarta posição ao final da corrida, como de costume.

Péssimo para Vettel, Webber e Button. Os dois primeiros estão cada vez mais longe do título. Na pista que era para favorecê-los, eles vão mal. Será que tem algo haver com o “bico fino” reimplantado no carro? Button precisava ser agressivo, mas o que conseguiu foi sua pior posição de largada no ano. Se tudo transcorrer normalmente em Spa, talvez ele nem marque pontos. Precisará de uma ótima largada amanhã ou fará apenas uma parada.

Ótimo para Rubens Barrichello, que larga em quatro e se tiver mais combustível que os adversários à frente, tem ótimas chances de ganhar, quanto seus rivais diretos ao título estão em oitavo, nono e décimo quarto. Rubens é candidato ao título? Mais do que nunca…

GRID DE LARGADA PARA AMANHÃ:

Driver Team Q1 Q2 Q3
1st Giancarlo Fisichella Force India Mercedes 1:45.102 1:44.667 1:46.308
2nd Jarno Trulli Toyota 1:45.140 1:44.503 1:46.395
3rd Nick Heidfeld BMW Sauber 1:45.566 1:44.709 1:46.500
4th Rubens Barrichello Brawn Mercedes 1:45.237 1:44.834 1:46.513
5th Robert Kubica BMW Sauber 1:45.655 1:44.557 1:46.586
6th Kimi Räikkönen Ferrari 1:45.579 1:44.953 1:46.633
7th Timo Glock Toyota 1:45.450 1:44.877 1:46.677
8th Sebastian Vettel Red Bull Renault 1:45.372 1:44.592 1:46.761
9th Mark Webber Red Bull Renault 1:45.350 1:44.924 1:46.788
10th Nico Rosberg Williams Toyota 1:45.486 1:45.047 1:47.362
11th Adrian Sutil Force India Mercedes 1:45.239 1:45.119
12th Lewis Hamilton McLaren Mercedes 1:45.767 1:45.122
13th Fernando Alonso Renault 1:45.707 1:45.136
14th Jenson Button Brawn Mercedes 1:45.761 1:45.251
15th Heikki Kovalainen McLaren Mercedes 1:45.705 1:45.259
16th Sebastien Buemi STR Ferrari 1:45.951
17th Jaime Alguersuari STR Ferrari 1:46.032
18th Kazuki Nakajima Williams Toyota 1:46.307
19th Romain Grosjean Renault 1:46.359
20th Luca Badoer Ferrari 1:46.957

Esperem uma corrida interessante amanhã, como sempre é na Bélgica.

Guilherme

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